O deputado estadual Miguel Rossetto (PT) reuniu cerca de 50 pessoas na noite desta quinta-feira (12) na sede do Sindibancários de Novo Hamburgo para discutir a concessão do Bloco 1 de rodovias. O projeto abrange as regiões do Vale do Sinos, Paranhana e Hortênsias.
Conforme o deputado, a reunião foi proposta para debater o custo social e econômico provocado pelo repasse das estradas à iniciativa privada. “Apresentamos um estudo realizado pela Universidade Feevale, que mostra os impactos negativos para a região, especialmente para estudantes e trabalhadores que precisam se deslocar pelas rodovias.”

Foto: Camille Bolson/ AL
Rossetto detalhou que uma das sugestões avaliadas no evento foi a utilização do recurso estimado em R$ 1,5 bilhão do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs), previsto como contrapartida na concessão. “Com esse investimento podemos melhorar a EGR [Empresa Gaúcha de Rodovias], que teria controle comunitário.”
A partir disso, as tarifas dos pedágios seriam estimadas em R$ 0,10 por quilômetro rodado. “Menos da metade do que foi proposto pelo governo do Estado”, afirmou o parlamentar, em referência aos R$ 0,21 considerado no projeto.
Para o deputado, o debate foi produtivo e qualificado. “Estamos na expectativa pela suspensão do Bloco 1. Já temos exemplos no Bloco 3 [que abrange o Vale do Sinos, Caí e Serra]. Qual é o sentido de repetir o modelo que não está dando certo?”, completou.
Apresentado em outubro de 2025 pela Secretaria da Reconstrução Gaúcha (Serg), o projeto de concessão teve a previsão inicial de 23 pórticos free flow distribuídos por nove rodovias (RS-010, RS-020, RS-040, RS-115, RS-118, RS-235, RS-239, RS-466 e RS-474), custando R$ 0,21 o quilômetro percorrido. No entanto,Eduardo Leite anunciou no final do feveiro a retirada da RS-040 e RS-466 do grupo de estradas que será repassado à iniciativa privada.
Entretanto, o governador afirmou que em até 10 dias mais novidades seriam divulgadas, como a redução no custo do quilômetro e alterações no modelo. Passados 15 dias, não houveram novos anúncios. “Estou esperando”, reforçou Rossetto.
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