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TENSÃO NA BASE

"É isso que mais precisamos agora?": Presidente da Câmara endurece discurso e questiona prioridades do governo municipal

Em discurso na tribuna, Cristiano Coller questionou investimentos em grandes projetos, como realização do Natal e construção da Rua Coberta, e cobrou atenção aos serviços básicos

Publicado em: 18/11/2025 às 16h:35 Última atualização: 18/11/2025 às 16h:51
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A sessão desta segunda-feira (17) na Câmara de Novo Hamburgo expôs novamente tensões internas na base do governo do prefeito Gustavo Finck (PP). O presidente do Legislativo, Cristiano Coller (PP) — considerado um dos principais articuladores do Executivo na Casa — voltou a se posicionar publicamente após divergências registradas nas últimas semanas.

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Coller usa tribuna para questionar prioridades da Administração  | abc+



Coller usa tribuna para questionar prioridades da Administração

Foto: Divulgação: Moris Musskopf/CMNH

A fala de Coller ocorreu ao usar a tribuna e foi vista como mais um capítulo do desgaste iniciado após sua posição durante votação da Proposta de Emenda à Lei Orgânica (Pelom) nº 2/2025, que tratava da reforma da previdência dos servidores.

O texto foi aprovado por 10 votos a 4, no dia 3 de novembro, e a postura do vereador — que contrariou parte das expectativas do governo — já havia causado ruídos internos.

Críticas às prioridades do Executivo

A sessão de ontem reforçou o distanciamento. Coller, que na semana anterior já havia criticado o atraso nos repasses de R$ 1,68 milhão à 58 unidades de ensino e 65 instituições, ampliou sua avaliação sobre prioridades e condutas do governo municipal.

Em tom crítico, o vereador afirmou que relações políticas se “tensionaram” após sua votação no Pelom, mas disse manter “firmeza e coerência”. Disse continuar sendo convidado para inaugurações do governo, mas destacou que só participará de eventos que considerar relevantes para a cidade, “nunca quando exigir que eu abra mão dos meus princípios”.

“Antes do maior, garantir o mínimo”

Ao longo do discurso, o presidente da Câmara questionou prioridades anunciadas pelo governo, como a realização do Natal e a futura construção da “maior Rua Coberta do Estado”. Para ele, antes de grandes projetos, a cidade deveria garantir o “mínimo”.

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“Precisamos perguntar com honestidade: É o momento? É isso que mais precisamos agora? Porque governar não é fazer o maior número de anúncios no menor tempo. Governar é fazer o que a cidade realmente, o que a cidade realmente precisa. E que, muitas vezes, é simplesmente o básico.”

Ele citou ainda problemas na Secretaria de Obras, como a falta de asfalto quente, e atrasos em serviços básicos por falta de materiais ou pagamento. “Ninguém é contra o Natal ou contra a cidade crescer. Mas existem outras prioridades. Enquanto isso, tem gente esperando por um simples lençol ou um medicamento, que custa tão barato e que muitas vezes as pessoas não têm como arcar às vezes com R$10, R$20.”

Sobre a Rua Coberta, estimada em cerca de R$ 6 milhões, o vereador afirmou temer que o espaço se torne “o maior hotel de moradores de rua da cidade” caso não haja vigilância adequada.

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