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ELEIÇÕES 2026

"Há um espaço na direita moderada para o Progressistas liderar um projeto", afirma Ernani Polo

Em entrevista à Rádio ABC 103.3 FM, deputado estadual oficializou pré-candidatura ao governo estadual e defendeu protagonismo da sigla em 2026

Publicado em: 26/01/2026 às 16h:55 Última atualização: 26/01/2026 às 17h:16
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O deputado estadual Ernani Polo (Progressistas) cumpre agenda na região do Vale do Sinos nesta segunda-feira (26). Em entrevista exclusiva à Rádio ABC 103.3 FM, o parlamentar subiu o tom sobre a disputa interna no partido e reafirmou que sua saída da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, concretizada em 12 de janeiro, foi o “pontapé inicial” para consolidar seu nome como pré-candidato ao Palácio Piratini.

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O deputado estadual Ernani Polo (PP) e Issur Koch, secretário interino de Ciência e Tecnologia durante entrevista exclusiva à Rádio ABC 103.3 FM, nesta segunda-feira (26). | abc+



O deputado estadual Ernani Polo (PP) e Issur Koch, secretário interino de Ciência e Tecnologia durante entrevista exclusiva à Rádio ABC 103.3 FM, nesta segunda-feira (26).

Foto: Juliana Nunes/GES-Especial

Questionado sobre o clima tenso dentro da sigla, Polo criticou a condução do atual presidente estadual, o deputado federal Covatti Filho. Ele classificou como “prematura” a reunião realizada no dia 20, que indicou uma aliança com o PL e o nome de Covatti para a disputa.

“Muitas coisas ainda acontecerão no cenário político. A maioria da Executiva entendeu que não era o momento de fazer definições. Pedimos o adiamento, mas o presidente manteve a reunião”, pontuou.

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Enquanto a atual presidência do PP sinaliza uma composição com o Tenente-Coronel Zucco (PL), Polo argumenta que o partido tem musculatura para liderar uma chapa de centro-direita, em vez de atuar como coadjuvante.

“Há um desejo de que nós tenhamos candidato próprio a governador. E é isso que eu estou me propondo. Eu entendo de que há um espaço nesse campo centro-direita ou da direita moderada para que possamos consolidar e nós, Progressistas, liderar um projeto. E por isso que eu venho com essa disposição, colocando o nome como pré-candidato a governador e com a base discutir esses caminhos”, frisou.

Ele destacou ainda que não está sozinho no movimento de contestação, citando o apoio de nomes pesados da sigla, como o senador Luis Carlos Heinze e o presidente de honra Celso Bernardi, além dos deputados federais Afonso Hamm e Pedro Westphalen.

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Conforme o parlamentar, o Estado atravessa um momento de transição, no qual o equilíbrio fiscal alcançado nos últimos anos precisa ser sucedido por um ciclo de maior arrojo e aceleração econômica, especialmente em polos industriais estratégicos.

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“O Rio Grande do Sul deu passos importantes, como o equilíbrio das contas e a responsabilidade fiscal. Mas precisamos de um novo impulso para que regiões como o Vale do Sinos possam crescer de forma mais acelerada”, afirmou.

Agenda em Dois Irmãos

Ainda nesta segunda-feira, Polo estará em Dois Irmãos para um encontro regional do Progressistas. O evento ocorre na Sociedade Santa Cecília, às 19h11, onde apresentará oficialmente sua pré-candidatura a prefeitos, vereadores e lideranças da região.

O secretário interino de Ciência e Tecnologia, Issur Koch (PP), que acompanhou Polo na visita, defendeu, a necessidade de o partido consolidar uma candidatura própria e independente ao governo do Rio Grande do Sul. Segundo Koch, a sigla possui uma capilaridade robusta, com representação em 494 dos 497 municípios gaúchos, o que gera uma forte cobrança das bases — prefeitos, vice-prefeitos e vereadores — por um posicionamento claro no pleito estadual.

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Para o secretário, o Progressistas deve ocupar o espaço da direita moderada ou centro-direita, oferecendo uma alternativa ao atual cenário de polarização ideológica. “É muito preocupante que estejamos vivendo um momento de poucas propostas. Está ficando muito espaço para discussão ideológica e pouco espaço para discutir o que se quer do Rio Grande”, afirmou Koch, ressaltando que a eleição não pode se limitar a um embate para “livrar o Estado” de um dos extremos.

Koch destacou ainda que a bancada da legenda, composta por oito deputados estaduais e três federais, exige que o partido apresente um projeto administrativo sólido à sociedade. Ele acredita que essa identidade própria permitirá à sigla testar sua força no primeiro turno, deixando para o segundo turno a união de pautas com siglas aliadas que compartilhem visões administrativas semelhantes para o futuro do Estado.

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Veja trecho da entrevista:

“Há um espaço na direita moderada para o Progressistas liderar um projeto”, afirma Ernani Polo
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