O governo de Novo Hamburgo pode ter neste início de semana o primeiro corte no alto escalão. Trata-se da secretária de Desenvolvimento Social e Habitação, Gislaine Pires. Ela é presidente do diretório municipal do PRD e foi um dos primeiros nomes confirmados pelo então prefeito eleito Gustavo Finck (PP) para o secretariado, ainda no ano passado.

Foto: Dário Gonçalves/GES-Especial
Ao longo do fim de semana, o Grupo Sinos procurou a própria Gislaine, o prefeito, a secretária de Gestão, Governança e Desburocratização, Andrea Schneider Pascoal, e o setor de comunicação da Prefeitura. Ninguém negou e nem confirmou a demissão. Teve até quem visualizou as mensagens mas preferiu não responder – silêncio que, vindo de liderança política, diz muito. No Diário Oficial do Município nada constava até o fim da tarde deste domingo.
O presidente estadual do PRD, deputado estadual Elizandro Sabino, disse que nem ele e nem a executiva estadual foram informados do possível corte de Gislaine, presidente do diretório local.
Uma fonte que tem trânsito livre no 9º andar do Centro Administrativo Leopoldo Petry confirmou no fim da tarde deste domingo que a demissão da secretária Gislaine Pires está sacramentada e deve ser assinada nesta segunda-feira (9) pelo prefeito. “Muitos problemas”, disse.
Não é de hoje que pesam contra Gislaine reclamações de moradores sobre a forma como vem sendo conduzida a política habitacional em Novo Hamburgo, especialmente as remoções de famílias em locais e risco e áreas invadidas. Na semana passada, em reunião na Câmara de Vereadores, ela mudou o tom em relação à remoção de moradores.

Foto: Paola Altneter/GES-Especial
Apoio importante a Gustavo Finck na campanha
Gislaine e o PRD foram parceiros importantes na campanha vitoriosa de Finck em 2024. Não por acaso, o nome de Gislaine foi um dos primeiros confirmados por Finck para compor o governo.
Em diversas ocasiões o prefeito reconheceu publicamente o apoio de Gislaine na campanha. No período das convenções ela chegou a ser convidada a ser vice nas chapas de Tarcísio Zimmermann (PDT) e de Raizer Ferreira (PSDB), mas optou pela aliança com Gustavo Finck.
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