A Prefeitura de Novo Hamburgo apresentou nesta quarta-feira (20), em audiência pública no auditório do Centro Administrativo Leopoldo Petry, a proposta da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o exercício de 2026.

Foto: Joceline Silveira/GES-Especial
Segundo o projeto, que será enviado para análise dos vereadores, o governo estima uma receita consolidada de R$ 2.057.429.427,00, enquanto que as despesas devem alcançar R$ 2.258.754.930,00. O déficit previsto é de aproximadamente R$ 200 milhões.
Dívida herdada compromete equilíbrio fiscal, diz secretária
A apresentação foi conduzida pela secretária municipal da Fazenda, Michele Antonello, que explicou os principais pontos do projeto e contextualizou os desafios enfrentados pelo governo.
Ela relembrou que a gestão de Gustavo Finck (PP) herdou um déficit de R$ 117 milhões da administração anterior, além de compromissos não empenhados, que seguem impactando o equilíbrio fiscal. Somados, esses valores representam uma dívida acumulada superior a R$ 200 milhões, frisou.
“Todos sabem que ficamos com um déficit de R$ 117 milhões da antiga gestão. Além disso, há valores não empenhados que precisamos resolver ainda neste ano. Estamos pagando essa dívida e, ao mesmo tempo, mantendo a cidade funcionando. O fato é que não vamos conseguir resolver tudo em 2026. Talvez em 2027, 2028 ou 2029”, afirmou Michele.
Sem previsão de aumento de arrecadação
Ela também destacou que não há previsão de aumento na arrecadação, uma vez que o governo não pretende reajustar impostos e tarifas. Diante disso, o foco tem sido medidas de estímulo à arrecadação, como redução da alíquota de ITBI, extensão do prazo para pagamento do IPTU com desconto e leilões de bens inservíveis.
“As políticas públicas do atual governo são mais acessíveis. Não há aumento de tarifas de transporte e nem de impostos. Estamos trabalhando com a mesma base de receita, buscando fazer mais com os mesmos recursos”, pontuou a secretária.
Áreas estratégicas receberão mais investimentos
A LDO funciona como um balizador da lei orçamentária, ou seja, indica os planos do governo para o ano seguinte. Neste momento a Prefeitura calcula que destinará, em 2026, R$ 430,7 milhões para a área da educação; R$ 420,8 milhões para a saúde; e R$ 124,9 milhões para a pasta de Desenvolvimento Social e Habitação.
Projeto vai para a Câmara
O projeto da LDO deve ser encaminhado à Câmara de Vereadores até o próximo dia 30. A análise e votação deve ser nas semanas seguintes, de forma que a LDO sirva de balizador do projeto de orçamento do ano que vem, que precisa ser elaborado até outubro. Será o primeiro orçamento elaborado pelo atual governo.
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