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MEIO AMBIENTE

Área de preservação permanente em São Francisco de Paula é aterrada para receber resíduos de construção civil

Fiscalização do Pelotão Ambiental da Brigada Militar constatou a irregularidade; confira

Mônica Pereira
Publicado em: 18/02/2026 às 11h:22 Última atualização: 19/02/2026 às 16h:20
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Uma área de preservação permanente (APP) de 1,4 mil metros quadrados estava sendo utilizada como depósito de materiais e resíduos de construção civil, em São Francisco de Paula. O espaço de banhado foi aterrado de forma irregular, o que prejudica o equilíbrio hídrico e a biodiversidade regional.

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Área de preservação permanente em São Francisco de Paula é aterrada para receber resíduos de construção civil



Área de preservação permanente em São Francisco de Paula é aterrada para receber resíduos de construção civil

Foto: Sgt PM Chaves/Brigada Militar

Na terça-feira, dia 17, o 2º Pelotão Ambiental de Canela realizou uma fiscalização no local, conforme solicitação do Ministério Público. Um inquérito civil já havia sido instaurado para apurar possíveis intervenções sem licenciamento.

Na operação, os policiais realizaram levantamento fotográfico e análise da área e encaminharam as informações aos órgãos competentes.

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De acordo com a Brigada Militar, qualquer intervenção nessas APPs, ainda que envolva espécies exóticas ou estruturas provisórias, necessita de autorização ambiental.

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“O trabalho integrado com o Ministério Público e os órgãos municipais permite identificar rapidamente danos e restaurar áreas sensíveis antes que os impactos se tornem irreversíveis. Contamos com o apoio da comunidade para denunciar irregularidades e garantir que a legislação ambiental seja cumprida”, reforça o órgão.

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Brigada Militar reforça da fiscalização no Rio Caí



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Foto: Sgt PM Chaves/Brigada Militar

Nesta semana, o pelotão canelense também iniciou uma série de fiscalizações em propriedades rurais da bacia do Rio Caí, sub-bacia do Rio dos Carros, onde estudos preliminares indicaram possíveis danos ambientais em áreas de preservação permanente.

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A operação busca verificar suspeitas de conversão de campo nativo, intervenções irregulares e outras alterações, apontadas em análises técnicas encaminhadas ao Ministério Público.

As áreas prioritárias foram mapeadas pela Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs), por meio de processamento digital de imagens, sensoriamento remoto e geoprocessamento capazes de identificar o uso e a cobertura do solo.

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A partir desse diagnóstico, todas as fazendas que apresentaram indícios de irregularidades serão vistoriadas em campo, com apoio de drones.

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