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"Está no sangue": Pai e filho de Canela carregam o amor e a tradição de laçar em rodeios

Colecionando prêmios, Kiko e Benício Licks participam de diversos eventos ao longo do ano; conheça a história

Mônica Pereira
Publicado em: 09/01/2026 às 14h:42 Última atualização: 09/01/2026 às 14h:43
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A 41ª edição do Rodeio Crioulo Nacional de Canela começou e dá início à temporada desses festejos no Rio Grande do Sul. O evento tradicionalista seguirá até o domingo, dia 11, com provas campeiras e artísticas, distribuindo mais de R$ 100 mil em prêmios.

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Lúcio Licks (Kiko) e o filho Benício



Lúcio Licks (Kiko) e o filho Benício

Foto: Mônica Pereira/GES-ESPECIAL

Quem respira esse ambiente de rodeios ao longo de toda a vida é o laçador Lúcio Licks, de 38 anos, mais conhecido como Kiko. O amor é tanto que já fez com que o filho mais novo, o pequeno Benício, de apenas 9 anos, também se envolvesse nesse universo da montaria.

O gosto pelo laço veio do pai e foi crescendo com os anos. Quando tinha 20 anos, ganhou o primeiro cavalo de presente e, desde então, vai em todos os rodeios que pode, incluindo os de fora do Rio Grande do Sul.

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Com um motorhome equipado para passar dias na estrada, as viagens e os acampamentos são acompanhados pela família. Além do pequeno Benício, o filho João Victor, de 21 anos, também costuma participar das competições, assim como três irmãos de Kiko.

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“Quando a gente era menor, não tinha condições financeiras de ir nos rodeios. Eram um ou dois por ano. Agora a gente consegue se organizar melhor. Para mim, o rodeio é isso: família. É o nosso mundo”, destaca o premiado laçador.

A primeira vez que o Benício se aventurou em um acampamento tinha menos de 2 anos. “Ficamos só nós dois três dias juntos. Se eu não levo ele, ele fica até doente. Não quer nem comer. E, de vez em quando, a gente ganha e aí a emoção fica maior”, brinca Kiko, que é proprietário de uma revenda de carros.

Kiko é patrão do piquete de laçadores Poncho Serrano, há dez anos. A entidade conta com 55 laçadores, de diferentes idades, mas um grupo de mais de 100 pessoas. Entretanto, quando vai para fora da região, a representação é sempre por Canela e também pelo CTG Querência. Como companheiros de laço, a família possui três cavalos crioulos, que são cuidados “como filhos”.

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Natural de Canela, Kiko comenta sobre a tradição do rodeio nacional da cidade. Segundo ele, a modalidade de laço em equipes é a mais legal de participar. “Lá dentro da cancha todo mundo quer ganhar de todo mundo, só que aqui fora somos todos amigos. E os rodeios são assim, fazem parte das nossas vidas e a gente nunca vai deixar de fazer isso, porque está no sangue”, frisa.

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E o rodeio de Canela, inclusive, tem muitos significados para o laçador. Foi durante a edição de 2014, no dia 11 de janeiro, que o pai faleceu, após lutar contra uma doença.

Apesar dos troféus que nem consegue mais contabilizar e de ter ganhado um carro como prêmio de um torneio, as conquistas mais importantes para Kiko foram as junto com o filho. Ele e Benício foram três vezes campeões de competições.

Emocionado, ele destaca o orgulho que sente do pequeno, que está mostrando aptidão para o laço.

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Benício, há três anos, representa a região na Festa Campeira do Rio Grande do Sul (Fecars) e, em duas oportunidades, ficou com o segundo lugar. Um feito considerado muito importante, pois o menino não possui uma rotina de treinos. As armadas só são realizadas nos rodeios que participa. “Eu me sinto feliz de estar com meu pai, meus amigos, por tudo”, diz.

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Durante esta edição, Kiko cita que vai participar de quase todas as modalidades disponíveis. Com chances em todas, brinca que pode garantir mais troféus “se estiver em um dia inspirado”.

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