A concessão de rodovias do Bloco 1 apresentada pelo governador Eduardo Leite (PSD) continua causando polêmica na região. Insatisfeita com a implementação de novos pedágios a partir de 2028 na região, a Associação dos Municípios do Vale Germânico (Amvag) realizou uma assembleia nesta quarta-feira (5), onde os prefeitos discordaram do modelo idealizado pelo Estado, considerado oneroso aos usuários.

Foto: Amvag/ Divulgação
Conforme o prefeito de Lindolfo Collor e presidente da Amvag, Gaspar Behne (PP), questionou o número de pórticos de cobrança free flow na região, além do valor de R$ 0,21 por quilômetro rodado. Entre os municípios que participam da associação, três vão receber os pórticos: Campo Bom (RS-239 e RS-010), Novo Hamburgo (RS-239) e Araricá (RS-239).
“Apresentaram o projeto já formatado. Uma iniciativa desse porte e que impacta tão severamente na vida das pessoas não pode ser definida desta forma. Não aceitaremos. Somos contrários”, salienta o mandatário.
Behne afirmou que apesar da audiência pública agendada para o dia 25 de novembro, às 15h30 na Universidade Feevale em Novo Hamburgo, a proposta precisa ser amplamente discutida ante de ser levada adiante. “Não resta dúvidas de que as obras previstas na concessão são importantes para o desenvolvimento da região, mas precisamos de respostas”
Outro questionamento é referente ao papel da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR). “A EGR existe há quantos anos? E quais investimentos foram feitos? Teve passarela que ficou no papel por 20 anos, os necessários retornos para reduzir acidentes são uma novela. Iluminação, nem se fala. Se não fossem as prefeituras, seria um breu”, completou.
O prefeito de Lindolfo Collor se refere aos problemas na RS-239, que conta com uma praça de pedágio em Campo Bom.
Além de Behne, os prefeitos de Campo Bom, Giovani Feltes (MDB), de Sapiranga, Carina Nath (PP) e de Araricá, Oséias Garcia (PL), também participaram da reunião.
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