Durante o Tá na Mesa, evento da Federasul realizado na tarde de quarta-feira (10), na sede da entidade, os pré-candidatos ao governo do Estado, Gabriel Souza (MDB), Juliana Brizola (PDT) e Marcelo Maranata (PSDB), debateram temas como educação, saúde, segurança pública e infraestrutura. Luciano Zucco (PL) não participou do debate devido a compromissos em Brasília.
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Foto: Geison Concencia-GES-Especial
No primeiro bloco, candidatos puderam fazer suas considerações iniciais. Já no segundo, teve sorteio de três temas. O nome selecionado poderia escolher a quem faria a pergunta, com direito a réplica e tréplica.
Segurança
O vice-governador do Estado e pré-candidato, Gabriel Souza, defendeu o modelo RS Seguro. Ele ressaltou o trabalho que o governo desenvolveu nos últimos anos. “Os números. Sudeste, Norte e Nordeste vivem uma onda de crimes. Rio Grande do Sul está diferente, e eu quero evoluir essa segurança pública. Quero melhorar mais. Uma delas é o feminicídio. Que é um crime complexo”, disse Souza.
A pré-candidata Juliana Brizola contestou os resultados apresentados sobre o combate à violência de gênero. “Vim aqui falar de respostas, e não ficar tachando as pessoas, como estão fazendo. Precisamos de algo a curto e longo prazo. O Estado não responde às mulheres. Nosso governo, o combate ao feminicídio será para valer. Nosso projeto foi pensado na Espanha”, afirmou Juliana.
Para Maranata, é necessário mudar o combate ao crime, que migrou para o ambiente digital. “O crime mudou. Não compensa mais roubar um carro, mas as pessoas pelo celular. O governo precisa de inteligência dentro da nossa rede de cooperação, para desarmar o crime organizado, que rouba nossas famílias e financia armamento e drogas. Há muitos problemas que precisamos combater.
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Saúde
A pré-candidata Juliana defendeu uma proposta de incentivos e dicas para a saúde, por meio da destinação de parte do ICMS. “Trazemos uma proposta já aprovada na Assembleia, que é o pró-hospital. Ele permite que o empresário possa destinar 5% do ICMS para hospitais filantrópicos e Santa Casa”.
Já Maranata questionou o vice-governador pela falta de números que revelam as filas de espera para atendimento médico. “O Estado não investe os 12% e o governo federal também não. A gente tem uma tabela SUS que não paga a conta. Quem paga essa conta somos nós, os prefeitos que investimos”.
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Educação
Sobre educação, o sorteado Maranata defendeu um modelo de escolas de ensino médio técnico. “Precisamos fazer o que colocamos em prática em Guaíba. Jovens talentos fazendo as melhores plantas de projetos do mundo, trabalhando em solo gaúcho. Precisamos casar o ensino médio com o técnico”.
Em resposta, o pré-candidato Souza afirmou que pretende inaugurar o melhor programa de ensino médio técnico da história do Rio Grande do Sul. “Vamos assinar o Propag de junho do ano que vem, que é equivalente a 1% de juros da dívida, e investir no ensino técnico, para que o jovem saia com uma profissão”.
Dívidas
Durante o bloco 3, onde os temas eram livres, Souza defendeu continuar com Estado enxuto, com diminuição de dívidas por parte do Estado, através de concessões. “Como tu (Juliana) vai conseguir equilibrar as contas do Estado, prometendo aumentar o teto de gastos?”, pergunto Souza.
Juliana defendeu articulação política com diferentes segmentos políticos. Segundo ela, falta isso no atual governo para minimizar a dívida. “A curto prazo, precisamos prorrogar o Funrigs. Lula foi sensível ao tema. Nesses dois anos, vamos ganhar fôlego para articular com a União, indiferente o partido.
Durante o quarto bloco, foram direcionadas aos pré-candidatos perguntas da Federasul. Uma delas foi sobre a dívida do Rio Grande do Sul e mais investimentos no Estado.
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A pré-candidata do PDT afirmou que o Estado precisa de um ambiente favorável para quem quer empreender. Juliana defende a ideia de que o governo precisa ser indutor de desenvolvimento econômico, em parceria com o empregador. “Menos burocracia e mais diálogo”, comenta Juliana.
Souza acredita que o Funrigs vem de um equilíbrio fiscal, o que permite aumento do fundo. “Precisamos de um Funrigs robusto. Sou o que mais tem capacidade política. Quero ver como vai aumentar salário de servidores sem dinheiro. Vamos manter as contas em dia e atrair novas empresas”.
Maranata apontou a desburocratização como caminho para elevar os investimentos no Estado e diminuir a dívida. “Gabriel não tem coragem de contratar empresa por dispensa de licitação. Não é qualquer empresa, mas a que fez o projeto. Essa empresa sabe cada linha. Isso reduziria tempo e gasto”.