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ENTENDA

Projeto de proteção ambiental da área do Horto é apresentado em plenária do Comitesinos

Requalifica Horto, criado há anos e que não tem a ver com o recente caso de corte de árvores no local, foi detalhado no encontro

Priscila Carvalho
Publicado em: 04/07/2026 às 10h:01 Última atualização: 04/07/2026 às 10h:01
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O projeto Requalifica Horto, que visa a proteção ambiental da área que abrange o Horto Florestal Padre Balduíno Rambo, no limite entre São Leopoldo e Sapucaia do Sul, foi a pauta principal da plenária realizada pelo Comitesinos na quinta-feira (2).

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O encontro aconteceu no Portal da Inovação, na Unisinos, reunindo integrantes do Comitesinos, representantes do Ministério Público (MP), da Procuradoria-Geral do Estado (PGE-RS), da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), das prefeituras de São Leopoldo e Sapucaia do Sul, de entidades e da comunidade local.

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No evento, a promotora de Justiça Ximena Cardozo Ferreira explicou que o encontro foi solicitado diante da polêmica envolvendo a supressão de árvores na área do Horto nos últimos dias, e que visou apresentar o projeto Requalifica Horto, que está sendo realizado pelo MP, PGE-RS, Sema e BNDES há anos, mas que nada tem a ver com o desmatamento observado nos últimos tempos no local.

“É um trabalho que vem sendo gestado a muitas mãos e com muito cuidado, tendo como norte a proteção ambiental dessa grande área, de mais de 800 hectares, que envolve o Horto Florestal, mas também o Zoológico e muitos outros pontos”, explicou.

Acordo assinado em 2022

A promotora detalhou que, em 2017, uma ação civil pública foi proposta pelo Ministério Público contra o Governo do Estado e os municípios de Sapucaia do Sul e São Leopoldo, a fim de tentar impedir atos – como desmembramento, arrendação ou cessão de terras – para garantir efetiva proteção daquela região.

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Ximena lembrou que, no curso da ação, começou a surgir a possibilidade de acordo, que contemplasse a proteção da área. O documento foi assinado em fevereiro de 2022.

Na plenária, a promotora destacou que o acordo é um guarda-chuva, não especificando o que fazer com cada área, mas dando um norte, com um olhar técnico, e prevendo uma série de etapas. “Uma das grandes coisas que ficou acordada ali é justamente a criação de uma Área de Proteção Ambiental (APA), que abrangeria grande parte dessa região”.

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A partir de lá, começou a se discutir o acordo. Atualmente, contratado pelo Estado, o BNDES executa um projeto que visa fazer o diagnóstico e apresentar soluções para a área. O andamento do acordo e do projeto feito pelo BNDES – que está na segunda etapa, de um total de três – foi apresentado no encontro.

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O que é contempla o projeto

Diretor substituto do Departamento de Biodiversidade da Sema, Mateus Leal ressaltou que o Requalifica nasceu da necessidade do Estado de reestruturar a área do Horto Florestal e do Zoológico. “Nunca foi estruturada, na verdade, uma delimitação de cada potencial uso da área, e é isso que nós estamos fazendo agora. Então, fizemos todo o estudo da área, estamos delimitando pontos específicos, por exemplo, pincelando fragilidades de todo o sistema, onde é possível conservar, onde devemos conservar, o que pode ser utilizado… todo o contexto da área”.

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“Tivemos a oportunidade de esclarecer o que estamos fazendo”

Após a plenária, a promotora Ximena Cardozo Ferreira exaltou o encontro e disse que foi um momento de esclarecimento aos presentes sobre o tema do projeto, reforçando que ele não tem a ver com o corte de árvores observado na área do Horto nas últimas semanas e com a ação que corre entre governo do Estado e um “particular”, disputando um trecho da região.

Salientando que a intenção foi apresentar o projeto e responder aos questionamentos do mesmo, ela avaliou a plenária como positiva. “Nós sabíamos que essas criticas, esse clamor, viriam, mas também colhemos impressões positivas desse processo, que está sendo levado com muita seriedade”, colocou. “Tivemos a oportunidade de esclarecer o que estamos fazendo, mas também que o projeto não tem ligação com o corte de vegetação nativa pontual, realizado por particular na área”, frisou.

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Ximena comentou ainda que quando forem apresentadas as propostas (ao final do projeto), elas também deverão ser levadas para apreciação do Comitesinos e da população.

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Grupo de trabalho acompanhará projeto

A presidente do Comitesinos, Viviane Feijó Machado, avaliou que a plenária teve uma importante discussão sobre o projeto de proteção do Horto, que engloba a área que teve a degradação ambiental recente, se estende pela área do Zoológico e planície de inundação do Rio dos Sinos, próximo ao Zoológico.

“A plenária foi o espaço da primeira audiência pública para esse projeto. A questão da área degradada foi levantada por muitos participantes. Tudo será considerado no projeto”, afirmou.

“O encaminhamento dado foi de o Comitesinos acompanhar de perto o desenvolvimento desse projeto para preservação dessa área, através de um Grupo de Trabalho. Também o projeto VerdeSinos informou que já havia se colocado à disposição para a recuperação da área degradada junto à Prefeitura de Sapucaia”, completou.

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