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"PRECARIZADO"

Situação do Parque Zoológico de Sapucaia do Sul motiva pedido de melhorias

Deputada Luciana Genro, autora de projeto do Fundo de Bem-Estar Animal, vistoriou o local e enviou ofício à Secretaria Estadual de Meio Ambiente

Priscila Carvalho
Publicado em: 11/11/2025 às 12h:34 Última atualização: 11/11/2025 às 12h:34
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A situação de alguns espaços do Parque Zoológico de Sapucaia do Sul motivou o envio de ofício à Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), com pedido de informações sobre as condições estruturais do local, que sofreu corte nos investimentos desde 2018, quando teve sua concessão anunciada no governo José Ivo Sartori (que extinguiu na época a Fundação Zoobotânica do RS), passando por duas tentativas frustradas de licitação para concessão no governo Eduardo Leite.

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Luciana Genro diz que espaço do Hospital Veterinário precarizado chama a atenção no zoo sapucaiense



Luciana Genro diz que espaço do Hospital Veterinário precarizado chama a atenção no zoo sapucaiense

Foto: Ana Carolina Aguiar/Divulgação

O documento foi enviado pela deputada estadual Luciana Genro (PSOL), que é relatora do Projeto de Lei 291/2025, que cria o Fundo Estadual de Proteção e Bem-Estar Animal, e defende que o zoológico esteja entre as prioridades dessa política, após visita da parlamentar ao zoo sapucaiense, em outubro.

Abandono

Avaliando que o local sofre abandono do poder público, Luciana destacou situações observadas durante a vistoria. A principal delas diz respeito aos animais que estão em tratamento médico ou aguardando por ele para poder voltar a seus recintos.

“Me chamou atenção a situação dos animais que não estão em exibição, porque os que animais que estão em exposição, estão razoavelmente bem, mas os que ficam doentes ou que tem algum problema que precisam sair de exibição, vão para um espaço precarizado, porque o hospital veterinário, que é referência para fauna silvestre, está precarizado”, analisou. “Os funcionários se desdobram em fazer pequenas gambiarras, para poder garantir o mínimo de condições para os animais que estão ali aguardando ou em tratamento”, acrescentou.

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Entre os casos citados pela deputada está o de um lobo-guará, que após um tratamento veterinário, aguarda a conclusão das obras em seu recinto definitivo. “Ele está num espaço muito reduzido, que de tanto ele caminhar de um lado para o outo abriu uma vala na jaula dele”, observou.

O caso do lobo-guará foi citado no ofício enviado à Sema, junto aos casos de outras espécies, como macacos e araras, que também estariam em espaços temporários enquanto aguardam melhorias.

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Disputa de recursos

Na visão da deputada, os problemas observados são resultados também da falta de verbas destinadas ao zoo desde que foi extinta a Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul, em 2018. A partir daí, o Parque Zoológico “disputa recursos dentro da Sema” com o Jardim Botânico, na capital. “Os funcionários têm trabalhado numa estrutura precária, aguardando reformas que não acontecem”, comentou, elogiando o esforço de servidores e voluntários, que seguem garantindo o funcionamento do parque e o cuidado diário com os animais. A parlamentar lembrou ainda movimentos como a Associação Zoo Melhor, iniciativa criada por colaboradores e que tem a intenção de capitanear recursos para o parque.

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Ofício com pedido de respostas

No ofício enviado à Sema, Luciana Genro ressalta que verificou a precariedade das instalações, os atrasos em reformas essenciais e a limitação estrutural dos recintos.

“O Hospital Veterinário do zoológico, responsável por atender tanto os animais do parque quanto a fauna silvestre proveniente de diferentes regiões do Estado, opera no limite de sua capacidade, carecendo de estrutura, equipamentos e pessoal técnico para suprir a demanda”, diz o documento.

Nele, e baseado nos termos da Lei de Acesso à Informação, a deputada também listou quatro questionamentos à Sema: quais as medidas emergenciais e estruturais estão previstas para garantir a readequação dos recintos; se há previsão orçamentária específica para investimento em infraestrutura do zoológico e do Hospital Veterinário; quais ações estão sendo planejadas para assegurar a sustentabilidade e o fortalecimento das atividades de conservação, pesquisa e educação ambiental desenvolvidas pelo parque; e se há articulação prevista entre a secretaria e entidades parceiras, com vistas à implementação de um plano contínuo de reestruturação e modernização da instituição.

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O ofício dava prazo de até 30 dias (que se encerra nesta quarta-feira, dia 12 de novembro) para que a Sema se manifestasse. “Vou aguardar essa resposta e aí vou avaliar se fizemos alguma reunião, audiência pública, algo que chame os demais atores envolvidos no assunto”, disse Luciana. 



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Sema diz que dá suporte às demandas do parque

A Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) informou, via nota, que “o Estado subsidia integralmente os custos com alimentação, medicamentos e tratamentos veterinários, garantindo suporte contínuo às demandas operacionais do parque”.

“Além disso, destina recursos regulares para aquisição de materiais, melhorias estruturais e ações voltadas tanto ao cuidado com os animais quanto à administração, recepção e atendimento ao público visitante”, continua o texto. Também segundo a Sema, nos últimos meses foram iniciadas diversas melhorias no Zoológico, incluindo o Hospital Veterinário. “Todos os recintos, temporários ou permanentes, são adequados para receber os animais”, conclui a nota da secretaria.

 

 

 

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