“Violência contra a mulher não é entretenimento, não é brincadeira e não é conteúdo.” O alerta é da major da Brigada Militar Bibiana Beck Menezes, coordenadora regional da Patrulha Maria da Penha no Vale dos Sinos, em mensagem divulgada nas redes sociais da corporação nesta sexta-feira (13).
CLIQUE AQUI PARA ENTRAR NA COMUNIDADE DO ABCMAIS NO WHATSAPP

Foto: Amanda Krohn/GES-Especial
No pronunciamento, a oficial chama atenção para a circulação de vídeos, trends e outros conteúdos que banalizam ou incentivam a violência contra mulheres. Segundo ela, esse tipo de publicação não deve ser tratado como diversão.
“Vídeos, trends ou qualquer conteúdo que incentive ou banalize a violência contra a mulher não são toleráveis”, afirma.
LEIA MAIS: Novo protocolo quer mudar resposta a surtos psiquiátricos e evitar mortes em ocorrências policiais
A major ressalta ainda que quem produz ou compartilha esse tipo de material pode ser responsabilizado. De acordo com ela, além de imprudente, a divulgação pode gerar consequências civis e criminais.
Conforme Bibiana, quando a violência passa a ser tratada como piada ou tendência nas redes sociais, acaba reforçando comportamentos machistas e misóginos, que contribuem para a manutenção dos altos índices de agressões contra mulheres.
CLIQUE AQUI PARA RECEBER NOSSA NEWSLETTER
Por fim, a coordenadora da Patrulha Maria da Penha reforça a importância da denúncia em casos de violência. “Se tu presenciar ou souber de qualquer violência contra a mulher, denuncia. Proteger a vida e a dignidade das mulheres é responsabilidade de todos nós”, conclui.
Caso recente em Novo Hamburgo
Na publicação, intitulada “POV: A comunicação da equipe está em dia”, uma funcionária aparece servindo pouco café em uma xícara, destinada a um cliente. O chefe, em frente a ela, pede que sirva um pouco mais, momento em que deixa a bebida transbordar. Ele, então, questiona: “Posso tocar em você?”. A funcionária assente e, na sequência, leva um suposto tapa no rosto.
O vídeo foi excluído após a repercussão. Com a revolta de usuários, a empresa também restringiu os comentários.
A publicação virou caso de Polícia. O delegado Alexandre Quintão, à frente da Delegacia de Polícia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Novo Hamburgo, informou que foi registrada uma ocorrência sobre o caso e que os envolvidos serão ouvidos na segunda-feira (16) por incitação ao crime contra a mulher. As autoridades também vão apurar a conduta da empresa com a funcionária que aparece no vídeo.
O Ministério Público do Trabalho (MPT) também informou que um procedimento de averiguação já foi aberto para apurar a conduta da empresa.
Em nota, a empresa afirma que o vídeo foi “produzido no contexto de gravação informal voltada às redes sociais” e trata-se de uma encenação. O proprietário, Carlão Bolezina, também se manifestou, alegando que o vídeo foi inteiramente editado e não houve contato físico entre ele e a funcionária que aparece nas imagens.
Violência contra a mulher é crime, denuncie
SILÊNCIO APRISIONA. INFORMAÇÃO LIBERTA. DENUNCIE! LIGUE 180.

Foto: Grupo Sinos
- Polícia Civil – 197
- Disque-Denúncia – 181
- Brigada Militar – 190
Em caso de gatilho, procure ajuda
O Centro de Valorização da Vida (CVV) realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, e-mail e chat 24 horas por dia.
O CVV tem cerca de 3 mil voluntários e atende aproximadamente 8 mil ligações por dia.
Telefone do CVV: 188
LEIA TAMBÉM