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ALERTA

"Violência contra a mulher não é entretenimento": Brigada Militar alerta sobre conteúdos que banalizam agressões

Mensagem da major da Brigada Militar Bibiana Beck Menezes, coordenadora regional da Patrulha Maria da Penha no Vale dos Sinos, foi divulgada nas redes sociais da corporação nesta sexta-feira

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Publicado em: 13/03/2026 às 20h:05 Última atualização: 13/03/2026 às 20h:18
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“Violência contra a mulher não é entretenimento, não é brincadeira e não é conteúdo.” O alerta é da major da Brigada Militar Bibiana Beck Menezes, coordenadora regional da Patrulha Maria da Penha no Vale dos Sinos, em mensagem divulgada nas redes sociais da corporação nesta sexta-feira (13).

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Major Bibiana | abc+



Major Bibiana

Foto: Amanda Krohn/GES-Especial

No pronunciamento, a oficial chama atenção para a circulação de vídeos, trends e outros conteúdos que banalizam ou incentivam a violência contra mulheres. Segundo ela, esse tipo de publicação não deve ser tratado como diversão.

“Vídeos, trends ou qualquer conteúdo que incentive ou banalize a violência contra a mulher não são toleráveis”, afirma.

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A major ressalta ainda que quem produz ou compartilha esse tipo de material pode ser responsabilizado. De acordo com ela, além de imprudente, a divulgação pode gerar consequências civis e criminais.

Conforme Bibiana, quando a violência passa a ser tratada como piada ou tendência nas redes sociais, acaba reforçando comportamentos machistas e misóginos, que contribuem para a manutenção dos altos índices de agressões contra mulheres.

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Por fim, a coordenadora da Patrulha Maria da Penha reforça a importância da denúncia em casos de violência. “Se tu presenciar ou souber de qualquer violência contra a mulher, denuncia. Proteger a vida e a dignidade das mulheres é responsabilidade de todos nós”, conclui.

“Violência contra a mulher não é entretenimento”: BM alerta sobre conteúdos que banalizam agressões
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Caso recente em Novo Hamburgo

revenda Bolezina Veículos, de Novo Hamburgo, movimentou as redes sociais na quinta-feira (12) após publicar um vídeo em que uma mulher aparece levando um tapa no rosto.

Na publicação, intitulada “POV: A comunicação da equipe está em dia”, uma funcionária aparece servindo pouco café em uma xícara, destinada a um cliente. O chefe, em frente a ela, pede que sirva um pouco mais, momento em que deixa a bebida transbordar. Ele, então, questiona: “Posso tocar em você?”. A funcionária assente e, na sequência, leva um suposto tapa no rosto.

O vídeo foi excluído após a repercussão. Com a revolta de usuários, a empresa também restringiu os comentários.

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A publicação virou caso de Polícia. O delegado Alexandre Quintão, à frente da Delegacia de Polícia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Novo Hamburgo, informou que foi registrada uma ocorrência sobre o caso e que os envolvidos serão ouvidos na segunda-feira (16) por incitação ao crime contra a mulher. As autoridades também vão apurar a conduta da empresa com a funcionária que aparece no vídeo.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) também informou que um procedimento de averiguação já foi aberto para apurar a conduta da empresa.

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Em nota, a empresa afirma que o vídeo foi “produzido no contexto de gravação informal voltada às redes sociais” e trata-se de uma encenação. O proprietário, Carlão Bolezina, também se manifestou, alegando que o vídeo foi inteiramente editado e não houve contato físico entre ele e a funcionária que aparece nas imagens.

Violência contra a mulher é crime, denuncie

SILÊNCIO APRISIONA. INFORMAÇÃO LIBERTA. DENUNCIE! LIGUE 180.

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"Silêncio aprisiona. Informação liberta" é a nova campanha do Grupo Sinos | abc+



“Silêncio aprisiona. Informação liberta” é a nova campanha do Grupo Sinos

Foto: Grupo Sinos

  • Polícia Civil – 197
  • Disque-Denúncia – 181
  • Brigada Militar – 190

Em caso de gatilho, procure ajuda

O Centro de Valorização da Vida (CVV) realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, e-mail e chat 24 horas por dia.

O CVV tem cerca de 3 mil voluntários e atende aproximadamente 8 mil ligações por dia.

Telefone do CVV: 188

ACESSE O CHAT AQUI

Este é um movimento de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher
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