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TARIFAÇO NORTE-AMERICANO

Mesmo com redução de apenas 10% na taxação, setor da carne bovina considera positivo

Anúncio ocorreu na sexta-feira sobre a redução dos 50% do tarifaço para 40%; apenas alguns itens do agronegócio tiveram a taxação zerada

Publicado em: 16/11/2025 às 16h:39
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Está longe de ser motivo de comemoração, mas é um aceno positivo o anúncio do governo norte-americano sobre a retirada de tarifa de 10% para 238 produtos. Neste avanço da negociação com os norte-americanos, o setor agropecuário teve vantagens, por assim dizer, se comparado com a indústria, que ainda amarga a sobretaxa de 40% sobre a exportação.

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A medida beneficia diretamente 80 itens que o Brasil vende aos Estados Unidos, mas a sobretaxa de 40% continua a afetar a maior parte dos produtos brasileiros. Apenas quatro produtos passam a ter isenção completa de tarifas para os Estados Unidos: três tipos de suco de laranja e a castanha-do-pará. Os outros 76 continuam sujeitos à tarifa de 40%, entre os quais cafés não torrados, cortes de carne bovina, frutas e hortaliças.

Para a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), o aceno com a redução da tarifa, mesmo que sensível, é considerada um avanço. “A medida reforça a confiança no diálogo técnico entre os dois países e reconhece a importância da carne do Brasil, marcada pela qualidade, pela regularidade e pela contribuição para a segurança alimentar mundial”, informou a entidade em nota.

“A redução tarifária devolve previsibilidade ao setor e cria condições mais adequadas para o bom funcionamento do comércio”, completou o comunicado da Abiec. Segundo a entidade, a tarifação sobre carne bovina brasileira caiu de 76,4% para 66,4%, com a retirada da tarifa global de 10%. Antes do governo de Donald Trump, os Estados Unidos taxavam o produto em 26,4%.

Entre os produtos agropecuários alvo do tarifaço, a carne bovina é o que mais impacta a cadeia produtiva no Rio Grande do Sul. Por aqui, o secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Edivilson Brum (foto), se mostrou otimista com o aceno do governo Trump. Em nota divulgada na sexta-feira (14), Brum destacou que a decisão é especialmente relevante para o setor da carne bovina, já que os Estados Unidos figuram entre os principais importadores do produto brasileiro.

“Essa decisão melhora as condições de competitividade aos exportadores de carne, uma vez que os Estados Unidos são um dos principais destinos da carne bovina do Brasil. Claro, não é o ideal ainda diante da sobretaxação de 50%, mas é um passo importante que, além de tudo, mostra que o caminho é a negociação”, avaliou o secretário.

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Competitividade é alta no setor cafeeiro

O setor cafeeiro mantém cautela e aguarda esclarecimentos sobre o alcance da redução. Em nota emitida na noite de sexta-feira (14), o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) considera necessária uma análise técnica adicional. Produtor de metade do café tipo arábicas do planeta, o Brasil fornece cerca de um terço dos grãos aos Estados Unidos.

No caso brasileiro, a concorrência com outros grandes exportadores de café representa o principal obstáculo. A tarifa estadunidense para os grãos brasileiros caiu de 50% para 40%, mas as tarifas foram zeradas para o produto colombiano e praticamente zeradas para o café vietnamita.

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