Serão julgados pelo Tribunal do Júri, no próximo mês, os quatro acusados pela morte da cabeleireira Návia Regina Christian, em Tramandaí, no litoral norte. Entre os réus estão a irmã e o cunhado da vítima, apontados como mandantes do crime.
O julgamento está marcado para ocorrer no dia 16 de julho, às 9h, e será presidido pelo juiz Gilberto Pinto Fontoura, da 1ª Vara Criminal. A previsão é de dois dias de julgamento.
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Foto: Reprodução
Silvana Cristan e Joares Antônio Pellinson, respectivamente irmã e cunhado da vítima, respondem por homicídio qualificado por motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima.
Os réus Rosane de Lima Araújo, que era manicure e funcionária de Silvana, e Robsom Araújo de Moraes Soares respondem pelo mesmo crime, com as qualificadoras mediante pagamento ou recompensa e recurso que dificultou a defesa da vítima.
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O caso
Návia, conhecida na cidade como Maninha, era proprietária de um salão de beleza, assim como a irmã dela. Ela sofreu uma tentativa de assassinato em 2017, quando teve a casa invadida e foi atingida por um tiro no rosto. Os ferimentos deixaram sequelas permanentes físicas e cognitivas. Por este crime, de tentativa de homicidio, os acusados já foram julgados e condenados no ano passado.
Meses depois dessa tentativa, em 5 de novembro de 2018, Maninha teve o salão invadido e foi morta no local, atingida por três tiros. Dois homens acusados da execução já foram julgados e condenados em 2022. Os outros quatro réus irão novamemte a julgamento, em julho, desta vez pela morte da cabeleireira.
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A irmã e o cunhado da cabeleireira são apontados pelo Ministério Público como mandantes do crime, que teria sido motivado por desentendimentos familiares. Segundo a acusação, o casal acreditava que a vítima queria prejudicá-los financeiramente. Rosane e Robsom teriam sido pagos para intermediar a contratação dos executores.
Atualmente, a ré Silvana se encontra em prisão domiciliar. Os outros três estão presos.