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ECONOMIA CIRCULAR

Doações de tampinhas plásticas ajudam o meio ambiente e geram renda para instituições assistenciais de Gramado e Canela

Entidades da região integram o projeto Tampinha Legal; veja como ajudar

Mônica Pereira
Publicado em: 04/07/2025 às 12h:09 Última atualização: 04/07/2025 às 12h:09
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Um programa de economia circular realizado em Gramado e Canela está diminuindo a quantidade de plástico no meio ambiente e ainda auxiliando projetos sociais da região. Criado há quase 9 anos, o Tampinha Legal já recolheu mais de 1 bilhão de tampas plásticas, minimizando os impactos no planeta, e destinando mais de R$ 4,5 milhões às entidades cadastradas – em nove Estados do Brasil e o Distrito Federal.

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Projeto Tampinha Legal auxiliar entidades assistenciais de Gramado e Canela



Projeto Tampinha Legal auxiliar entidades assistenciais de Gramado e Canela

Foto: Mônica Pereira/GES-ESPECIAL

Pela região, o Orbis Clube Várzea Grande está fomentando essa arrecadação. Até o dia 15 de julho, mais de 50 empresas e entidades se transformam em pontos de coleta.

E qualquer tipo de tampinha plástica pode ser destinada. O lema do projeto é exatamente este: “É tampa? É de plástico? É Tampinha Legal”. Isso porque as tampinhas são produzidas de polipropileno ou polietileno, ou seja, altamente recicláveis. Os materiais são comprados pela indústria e os valores são destinados para ajudar quem precisa.

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A presidente do Orbis, Daiane Capeletti, de 39 anos, conta que teve a ideia de iniciar a ação no Natal Luz do ano passado. Enquanto fazia a venda de lanches durante os espetáculos do Nativitaten, percebeu a quantidade de tampinhas de garrafas plásticas que acabavam parando no lixo.

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Ela apresentou o projeto aos demais membros do clube e, em março, começaram a distribuir os galões de arrecadação. O intuito é coletar, ao menos, 500 quilos de tampinhas. Depois, o valor será dividido entre o Oásis Santa Ângela – instituição de longa permanência para idosos – e a Associação Mãos Dadas Patas Salvas, que atua na causa animal.

“Trabalho voluntário é valioso”

Daiane está há dez anos no Orbis e é a primeira presidente mulher da história do clube, que completou 30 anos em dezembro de 2024.

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Para ela, realizar trabalhos voluntários é recompensador. “A gente acha que Gramado não precisa, mas tem muitas pessoas necessitadas. Depois que comecei a fazer parte do clube, vi essa realidade e o quanto o trabalho voluntário é valioso”, destaca.

Expectativa do Orbis é arrecadar, ao menos, 500 quilos de tampinhas



Expectativa do Orbis é arrecadar, ao menos, 500 quilos de tampinhas

Foto: Divulgação

Além de diferentes projetos por ano, como o Tampinha Legal, o Orbis tem um banco ortopédico, no bairro Várzea Grande, com empréstimo de itens para moradores não só de Gramado como para toda a região.

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“Nosso grupo é muito unido e também temos uma parceria com os outros clubes de serviços da cidade. Estamos todos dedicados a fazer esse trabalho voluntário para ajudar quem precisa”, ressalta a presidente.

A lista completa com os pontos de arrecadação das tampinhas e o trabalho do Orbis Várzea Grande pode ser conferido através do perfil no Instagram @orbisclubevarzeagrande.

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Doações o ano todo no Oásis

Crianças também se engajam na coleta para auxiliar o Oásis



Crianças também se engajam na coleta para auxiliar o Oásis

Foto: Divulgação

O Oásis Santa Ângela atende idosos de toda a região. A instituição não tem fins lucrativos e possui convênios com as prefeituras de Gramado e Canela para receber pacientes, assim como conta com vagas particulares. Atualmente, são 58 idosos no local e, para atender a demanda de serviços, que é 24 horas, há a contratação de quase 60 funcionários.

A diretora administrativa, Salete Vieira, explica que o custo para manter o Oásis é muito alto e, por isso, todas as ações que podem auxiliar financeiramente são extremamente importantes.

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No início deste ano, por exemplo, 3 toneladas de tampinhas foram vendidas, o que rendeu o valor de R$ 8,4 mil à instituição – dinheiro que representa um pouco de fôlego nas contas. São oito anos integrando o projeto Tampinha Legal e cerca de três cargas anuais distribuídas. As doações podem ser deixadas diretamente no local, que fica na estrada entre Canela e Gramado.

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“Em primeiro lugar, a gente está conservando o meio ambiente, fazendo com o que iria para o lixo se tornar um benefício. E também nos ajuda a pagar as contas de alimentação, de folha de pagamento. Se não fosse por essas ações que a gente faz o ano todo, acho que já teríamos fechado”, reforça Salete.

Cira é multiplicadora do projeto em Canela

Cira Dutra foi uma das primeiras pessoas a trazer a parceria do Tampinha Legal à região. Ela atuava na Apae de Canela quando conheceu o projeto, anos atrás. Hoje, é uma das multiplicadoras da ação na cidade.

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A voluntária, que auxilia no trabalho no Oásis há dois anos, destaca que a cooperação é tão importante para o meio ambiente quanto às entidades assistenciais. “Eu me sinto realizada em poder ajudar”, comenta Cira, ao citar que o mais difícil do projeto é fazer a separação das tampinhas, que precisa ser por cor. Ainda, ela pontua que é necessário conferir se há somente plástico no montante destinado, sem etiquetas ou outros materiais que não são recicláveis.

Outras entidades beneficiadas na região

Conforme as informações disponibilizadas pelo programa Tampinha Legal, quatro instituições já foram beneficiadas na região. Em Canela, a Apae e o Oásis. E, em Gramado, o Centro de Reabilitação Emanuel Região das Hortênsias (Crerh) e a Comunidade Terapêutica Vale a Pena Viver.

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No site do projeto tampinhalegal.com.br é possível conferir os pontos de coleta mais próximos e todos os detalhes do trabalho realizado.

Impacto ambiental

O instituto responsável pelo projeto é o SustenPlást. De acordo com a gerente, Simara Souza, o programa apresenta como simples ações podem gerar um grande impacto ambiental, social e econômico no Brasil. “Comprovamos que é possível mudar o comportamento de massa com atitudes positivas que aumentem a qualidade de vida”, destaca.

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Segundo a instituição, o impacto ambiental pode ser comprovado por dados técnicos. Um recente estudo de Avaliação do Ciclo de Vida (ACV) apontou que o uso de flake reciclado pode reduzir em até 93% as emissões de gases de efeito estufa, enquanto o uso de pellets reciclados proporciona uma queda de 92% no potencial de aquecimento global, se comparado à produção com matéria-prima virgem.

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“Além do recurso financeiro, reciclar o plástico e, especificamente, as tampas plásticas é um significativo avanço na diminuição dos impactos ambientais causados por nós no planeta. Assim como devemos fechar a torneira e apagar as luzes, devemos ter novos e bons hábitos ao destinar corretamente os resíduos sólidos. É nosso dever, enquanto cidadãos, destinar corretamente todos os nossos resíduos”, reforça Simara.

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