Uma cidade que conta histórias. Essa pode ser uma das definições de Gramado. A conclusão é de um estudo contratado pela Secretaria de Turismo, que busca instituir projetos e tornar o município mais resiliente no futuro. O intuito é desenvolver a Gramado do Amanhã.
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Foto: PMG/Divulgação
Esse mapeamento, com consultoria da empresa N/Lugares Futuros, começou a ser realizado no ano passado e, no final de setembro, ocorreu a primeira reunião do comitê gestor da marca Lugar Gramado, criado por decreto municipal como parte da estratégia do projeto.
Esse grupo é formado por representantes do poder público, entidades e associações e a missão é garantir a continuidade das ações propostas, envolvendo a comunidade no processo de construção e fortalecimento da identidade de Gramado como destino turístico.
Em um diagnóstico de 365 páginas, o Executivo recebeu respostas de moradores e visitantes sobre a cidade. Ao todo, foram ouvidas 3.084 pessoas, que apontaram vocações e potencialidades do município, assim como problemas enfrentados.
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“A gente avançou para discutir sobre a singularidade de Gramado e, depois de muito trabalho, chegamos ao resultado. Fomos pioneiros no Brasil a realizar esse tipo de estudo de futurismo estratégico”, explica o secretário Ricardo Bertolucci Reginato.

Foto: PMG/Divulgação
A partir do mapeamento de tendências e a antecipação de mudanças, foram propostos 43 projetos. O objetivo é ter previsibilidade e fazer com que o poder público possa tomar decisões mais assertivas.
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“Queremos reposicionar Gramado como destino turístico e ter uma cidade com um conceito à prova de futuro, ou seja, saber como podemos ter uma cidade mais resiliente para fenômenos que podem vir a acontecer e, além disso, como que a gente pode potencializar alguns fenômenos que podem ser positivos para a gente, como a tecnologia”, aponta Ricardo.
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Os projetos foram baseados em seis diferentes segmentos: políticas públicas e governança, sustentabilidade e inovação social, engajamento, experiências urbanas, infraestrutura e tecnologia e, por fim, marketing e comunicação. As ações serão colocadas em prática em até dez anos.
A Disney e a Europa
Ao longo dos anos, Gramado foi comparada com outros destinos turísticos, apelidada de Disney e de Europa brasileira. Contudo, o objetivo desse projeto é resgatar as essências. É ser menos Europa e mais Serra gaúcha, menos Disney e mais colônia.
“Um dos nossos grandes desafios é ter autenticidade. Mas conseguimos algo que somente nós temos, porque consolidamos um destino turístico do zero. Nós imaginamos lá atrás que Gramado poderia ser uma cidade turística e a gente conseguiu construir essa história e fazer as pessoas viverem essa história com a gente”, pondera o secretário. “A palavra-chave desse trabalho é inspiração. Gramado virou uma das maiores contadoras de histórias entre as cidades do mundo, inspirando, inclusive, outros municípios”, reforça Ricardo.
Iniciativas trabalhadas
A partir das ações projetadas, Gramado quer impulsionar histórias que ainda não foram contadas. “Queremos trabalhar melhor a autenticidade, gravar e reforçar essa singularidade para que a cidade não se perca da sua própria essência”, argumenta o secretário.
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Algumas das iniciativas propostas buscam envolver a comunidade, como em uma ação de zeladoria comunitária, em que empresas e moradores adotem jardins que se tornarão um roteiro turístico. Outro exemplo é a criação de uma escola do turismo e de uma associação de turismo de base comunitária, que promoverá a troca de experiências.
Para incluir movimentos ambientais, haverá a criação de um passaporte ecológico. A ideia é projetar um roteiro interativo, mapeando lugares que os turistas carimbem durante a visita. A cada passaporte completo, a prefeitura faria uma compensação de carbono, como o plantio de uma árvore.
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Ainda, há as propostas de criação de um prêmio Inovação Verde, para reconhecer boas iniciativas executadas na cidade, e a de requalificação das experiências urbanas, projetando uma cidade que possa ser mais transitada a pé do que de carro.
Gramado também se prepara para a elaboração de um plano de adaptação climática e de diversidade econômica.
“O turismo é a nossa grande vertente, mas precisamos pensar em como diversificar as nossas atividades econômicas. Com a economia criativa temos grandes possibilidades, como a criação de um ecossistema de inovação, que é algo que já está em andamento pela Secretaria da Inovação”, pontua Ricardo.
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