Instituir cidadania, dar dignidade e autonomia às pessoas. São esses os propósitos que o município de Gramado está comprometido. Em um pacto firmado junto ao Ministério da Educação, o objetivo é erradicar o analfabetismo. Para isso, a cidade aderiu ao Programa Brasil Alfabetizado, uma oportunidade para que jovens e adultos possam aprender a ler e escrever.
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Foto: Mônica Pereira/GES-ESPECIAL
Dados do último Censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que há 488 moradores de Gramado que não são alfabetizados. Apesar da taxa baixa, de 1,5%, o projeto é uma oportunidade de diminuir ainda mais esse percentual.
Para os interessados, as inscrições para as aulas ocorrem até o dia 30 de junho, através do WhatsApp (54) 9 9900-7131. Podem participar pessoas que tenham mais de 15 anos e que não fizeram ou não concluíram o processo de alfabetização.
A gestora local do programa e coordenadora do polo da Universidade Aberta do Brasil (UAB) Vera Grin, Lisiane Pinto dos Santos, destaca que os horários das aulas e locais serão definidos com os futuros estudantes. Assim, o intuito é se adequar com a realidade das comunidades.
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“Queremos proporcionar essa condição de cidadãos às pessoas. Dar a dignidade para que não precisem pedir ajuda para ler ou escrever”, descreve a professora, ressaltando que o programa tem duração de um ano, mas com um calendário flexível.
Formação especial
Além da equipe que organiza a ação, há três professores que foram selecionados por chamada pública e que ministrarão as aulas. Quem ficará responsável pela formação desses educadores é a professora Marcia Boroswisky. Ela integra a União Nacional dos Municípios e é uma das formadoras regionais da Educação de Jovens e Adultos (EJA).
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Marcia explica que é preciso um olhar diferente para dar aulas aos adultos. Para ela, uma oportunidade constante de aprendizagem. “Precisamos cumprir o nosso papel de formador e resgatar essas pessoas. Elas têm esse direito de estudar, aprender e estamos dando essa oportunidade”, aponta. “É um comprometimento com a educação. Reconhecemos o poder da leitura e da escrita na transformação das pessoas”, acrescenta.
Impacto nas crianças
A secretária da Educação de Gramado, Simone Tomazelli Andreis, reforça que a medida também vai impactar positivamente no futuro e educação das próprias crianças do município.
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“Fizemos um levantamento socioeconômico e descobrimos que muitos pais são analfabetos. Sabemos que isso influência diretamente no desenvolvimento das crianças. Além de dar oportunidade para os adultos, o programa também serve para refletir no auxílio que as famílias poderão dar às crianças”, acentua.
Simone frisa que a escola Mosés Bezzi, no bairro Várzea Grande, possui a EJA, mas que o Programa Brasil Alfabetizado faz o movimento ativo de se aproximar de quem não sabe ler e escrever. “A gente está indo ao encontro dessas pessoas, possibilitando que as aulas não ocorram somente nas escolas. Vimos várias possibilidades positivas com o programa”, adianta.
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Com o resgate dessa cidadania, a partir da alfabetização, é possível vislumbrar um futuro ainda mais promissor. “As oportunidades se tornam outras, as pessoas têm mais condições de buscar seus direitos, melhores empregos”, finaliza a secretária.
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