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SEGURANÇA PÚBLICA

Novo comandante da Brigada Militar de Canela quer reduzir índices de criminalidade e trabalhar em ações de prevenção

Com mais de 20 anos de experiência da área, capitão Marcelo Montini destaca desafios para atuar contra o tráfico de drogas na cidade; confira

Mônica Pereira
Publicado em: 13/06/2025 às 15h:43 Última atualização: 13/06/2025 às 15h:44
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“Precisamos trabalhar com a prevenção. Esse é o objetivo principal e a razão de ser da Brigada Militar”. É com essa premissa que o capitão Marcelo Junior Montini assume o comando da 2ª Companhia da Brigada Militar. Com sede em Canela, o órgão ainda é responsável pelo policiamento nos municípios de São Francisco de Paula e Cambará do Sul.

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Capitão tem mais de 20 anos de atuação na BM



Capitão tem mais de 20 anos de atuação na BM

Foto: Mônica Pereira/GES-ESPECIAL

A passagem do comando ocorreu, na quinta-feira, dia 5. Desde o começo deste ano, quem estava respondendo pelas operações era o capitão Luiz Fernando Pereira Bastos, que ficará exclusivamente na 1ª Companhia, em Gramado.

Com a nova gestão, o capitão Montini cita que vai trabalhar para diminuir os índices de criminalidade em Canela. Isso porque, conforme dados da Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Sul, Canela é o município com o maior número de ocorrências policiais da Região das Hortênsias em furtos, roubos e as relacionadas com o tráfico de drogas.

Entre janeiro e abril deste ano, por exemplo, foram 172 furtos registrados da cidade. Para comparação, em Gramado, foram 109. Nos roubos, foram oito e três ocorrências, respectivamente. Nas ações contra o tráfico de drogas, foram 38 registros em Canela e 19 em Gramado.

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Com mais de 20 anos de experiência, o comandante ressalta que é uma honra voltar para Canela e que pretende aproximar a instituição da comunidade. Ele iniciou a carreira no município, em 2004. “Aprendi a trabalhar em Canela e, agora, voltar como comandante me deixa muito feliz. A motivação se torna maior por conhecer a realidade dos bairros, saber os anseios da sociedade e poder contribuir”, acentua o capitão.

Entre as medidas que busca fortalecer, o Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd), que já formou mais de 6 mil alunos no município desde a criação, assim como a Patrulha Maria da Penha e o patrulhamento rural.

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“A polícia tem que fazer o papel de polícia cidadã, que é o norte que nós buscamos, sempre com diálogo e articulação entre todos os setores da nossa comunidade”, pondera Montini.

Tráfico de drogas

Sobre os crimes de tráfico de drogas, o capitão frisa que o assunto deve ser tratado como um problema de polícia, mas também de saúde pública. “Precisamos envolver as áreas da saúde e assistência social, principalmente para prevenir o uso”, alega.

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“O papel da polícia militar é preventivo. Tudo que nós pudermos fazer para auxiliar, faremos. Precisamos focar nas políticas públicas de enfrentamento e prevenção aos crimes, evitar que eles aconteçam”, comenta. “Precisamos continuar desempenhando a nossa função, porque, para o mal tomar conta, basta que os bons não façam nada”, complementa.

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Outro desafio da cidade, segundo Montini, é o crescimento constante da população, inclusive, em locais não regularizados. Para o capitão, a falta de dados dificulta a adoção de políticas de segurança eficientes. Além do efetivo regular, a região também conta com apoio da Força Tática, que tem sede em Gramado, e incrementa o policiamento na cidade.

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Uma das iniciativas para reforçar o policiamento em Canela é garantir o auxílio-moradia aos policiais. Montini salienta que está em diálogo com o poder público para viabilizar os recursos.

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“É uma forma de incentivar a vinda de mais efetivo e que os policiais permaneçam, pois um dos maiores empecilhos é o custo de vida alto”, evidencia, corroborando que é importante essa permanência, já que existe uma dinâmica diferente do policiamento na região.

Perturbação de sossego

O capitão pontua que vai intensificar também as abordagens em espaços públicos da cidade, por causa do aumento de relatos de perturbação de sossego. Grupos se unem em parques e praças e extrapolam o barulho, principalmente, com som automotivo.

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Para coibir esses delitos, o comandante reitera que está articulando medidas junto com o Judiciário. Quando a Brigada Militar atende esse tipo de ocorrência, registra termos circunstanciados – aqueles para casos de menor potencial ofensivo.

“Mas se o Judiciário chancelar as nossas ações, a gente consegue fazer com que a prevenção acabe se tornando uma realidade”, reforça, ressaltando a importância também do cercamento eletrônico nas cidades para auxiliar o trabalho das guarnições.

Envolvimento com a região

Natural de Porto Lucena, na fronteira com a Argentina, o capitão tem uma história de longa data com a Região das Hortênsias. Influenciado por um primo, ele decidiu prestar concurso à Brigada Militar, aos 19 anos. Depois de aprovado, fez o curso de soldado em Gramado, em 2003. No ano seguinte, iniciou a carreira em Canela, pois queria cursar Direito. Permaneceu atuando no município até 2010.

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Promovido a sargento, retornou para a região, em 2012, quando chefiou um dos setores da Corregedoria da Brigada Militar, do 1º Batalhão de Policiamento em Áreas Turísticas (1º Bpat), e também prestou serviços ao comando regional.

Já tenente, entre 2018 e 2019, esteve no comando ambiental da instituição, trabalhando em Porto Alegre e também em Canela. Depois, trabalhou no Batalhão de Choque, em Caxias do Sul. Aprovado no curso de capitão, em 2021, foi transferido para a região metropolitana.

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Em 2023, o capitão solicitou voltar para a região para ficar mais perto da família. Ele ficou à frente da Companhia de Gramado até julho do ano passado, quando iniciou no setor de inteligência da BM no comando regional. Agora, assume o comando da companhia canelense.

 
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