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POLÊMICA

Suspensão de construções de novos hotéis em Gramado pode diminuir abordagens a turistas na cidade

Determinação da prefeitura vale até o final deste ano; entenda

Mônica Pereira
Publicado em: 30/06/2025 às 16h:36 Última atualização: 30/06/2025 às 16h:37
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A tão polêmica venda de cotas hoteleiras em Gramado pode ser impactada pelo novo decreto assinado pelo prefeito Nestor Tissot, na manhã desta segunda-feira, dia 30. Até o final deste ano, a prefeitura não receberá projetos para a construção de mais hotéis na cidade.

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Movimentação turística em Gramado



Movimentação turística em Gramado

Foto: Mônica Pereira/GES-ESPECIAL

A medida foi estabelecida, de acordo com o Executivo, para dar tempo para que a administração possa reestruturar o município. Ainda, devido ao descompasso entre o número de leitos – que chegará a mais de 36,1 mil em cinco anos – e a demanda de turistas, que diminuiu.

Mas o decreto também pode reduzir as insistentes abordagens aos turistas – que são proibidas -, porque haverá menos oferta de novos quartos de hotéis para serem comercializados pelas empresas.

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Nestor já havia informado que endureceria as regras para o setor, por causa do grande número de reclamações. Em relatos pelas redes sociais, turistas falam sobre momentos de coação e extrema insistência para a aquisição das cotas, além de problemas para reincidir contratos firmados.

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“Se a gente pudesse dizer que vai reduzir os fracionados seria uma boa notícia para cidade”, destaca o prefeito. “Nós estamos tomando medidas mais duras porque está um descontrole total. Além do descontrole da construção, há uma abordagem muito severa e agressiva, no sentido de insistência com as pessoas”, complementa.

A prefeitura reforça que o decreto se limita, neste primeiro momento, somente a novos meios de hospedagens – como hotéis e pousadas.

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Representante do setor hoteleiro na região, o presidente do Sindtur Serra Gaúcha, Claudio Souza, é favorável à determinação municipal. “Eu acho que não podem [as multipropriedades] continuar construindo também, porque, quando manda o projeto, tem que colocar a finalidade e a finalidade é hospedagem. Então, praticamente, a gente também segura a construção dos fracionados. E isso realmente é muito bom pra nós, é muito bom pra nossa economia e para o todo”, assegura.

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