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MAUS-TRATOS

Ex-secretária de Canoas vira ré por comandar eutanásias ilegais de cães e gatos; Justiça nega pedido de liberdade

Justiça aceitoua denúncia do MP que apontou que Paula Lopes determinava a execução de cães e gatos

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Publicado em: 02/07/2026 às 07h:44 Última atualização: 02/07/2026 às 08h:15
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Em decisão divulgada na noite desta quarta-feira (1º), a juíza da Vara Regional do Meio Ambiente, Patrícia Antunes Laydner, aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público (MPRS) contra nove pessoas por eutanásia ilegal de cães e gatos e outros crimes relacionados a maus-tratos de animais domésticos.

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Com a decisão, os denunciados passam formalmente à condição de réus. Entre os principais nomes está o de Paula Lopes, ex-titular da Secretaria de Bem-Estar Animal de Canoas, acusada de comandar as execuções.

Paula Lopes | abc+



Paula Lopes

Foto: Paulo Pires/GES

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A magistrada também negou o pedido de liberdade e manteve a prisão preventiva de Paula. A ex-secretária está detida desde o dia 15 do mês passado, quando foi deflagrada a segunda fase da Operação Carrasco, conduzida pela Polícia Civil.

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A denúncia

A denúncia do Ministério Público detalha que os crimes ocorreram ao longo do ano de 2025 nas dependências do Centro de Bem-Estar Animal de Canoas, além de outros locais do município e de Porto Alegre.

Segundo as investigações que embasaram a ação penal, o grupo agia com extrema crueldade, ordenando o sacrifício deliberado de centenas de animais resgatados, muitos dos quais tinham chances de cura e tratamento.

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Entre os réus também está uma policial civil. A agente é acusada de cometer violação de sigilo funcional ao vazar informações restritas.

Diante da gravidade dos fatos, o Ministério Público requereu a aplicação rigorosa das sanções previstas nas legislações ambiental e penal brasileiras, incluindo a proibição da guarda de animais; a perda de bens relacionados aos crimes; e a perda de cargos e funções públicas.

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O espaço está aberto para manifestação da defesa de Paula.

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