O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) confirmou na tarde desta segunda-feira (13) o início de uma nova restrição de atendimentos nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Canoas. Os médicos que atuam nas unidades restringiram mais uma vez os atendimentos devido a atrasos nos honorários e condições insuficientes de trabalho. Com a medida, fichas nas cores azul e verde começaram a ser encaminhadas às Unidades Básicas de Saúde (UBS).

Foto: Paulo Pires/GES
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Segundo o sindicato, parte dos profissionais ainda não recebeu todo o honorário de julho. Outros, somente parte dele, e ninguém teve o valor de agosto depositado. As unidades são administradas pelo IBSaúde, que subcontrata outra empresa, a Dotmed, para gerenciar as escalas.
O Simers informou que, até esta segunda, não recebeu retorno da Prefeitura de Canoas e das empresas terceirizadas. De acordo com o sindicato, os pagamentos não foram efetuados aos médicos contratados no regime de Pessoa Jurídica (PJ).
A decisão pela nova restrição ocorreu em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) realizada na última terça-feira (7). Conforme o Simers, o cumprimento da medida passou a valer a partir das 15 horas desta segunda-feira, quando expirou o prazo de 72 horas de notificação ao Conselho Regional de Medicina (Cremers).
Assembleia Geral Extraordinária
Na AGE, presidida pelo diretor do Simers, Ricardo Pedrini, além da restrição, os médicos tomaram diversas decisões para lidar com a precariedade da situação. Eles relataram as dificuldades financeiras enfrentadas, como os custos com despesas para transporte e alimentação, e o acúmulo de dívidas. Também disseram estar sendo pressionados a cumprir escala, mesmo não tendo um contrato formal e sem receber, e reclamaram da falta de retorno da Dotmed às tentativas de comunicação.
A equipe do Simers esclareceu as providências que os profissionais podem tomar diante das condições de trabalho e as medidas que estão sendo tomadas pela entidade. Entre as tantas ações, o Sindicato levou à Assembleia Legislativa a discussão sobre a crise na saúde em Canoas, buscando que haja um regramento que traga mais garantias à categoria. Também vem dialogando com a Prefeitura e solicitou que as novas licitações proíbam a subcontratação de empresas.
O que diz a Prefeitura
Procurada pela reportagem, a Prefeitura de Canoas, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, informou que está verificando a situação.
Crise na saúde
Na segunda quinzena de setembro, a população que precisou de atendimento nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) encontrou restrição nos serviços devido aos recorrentes atrasos no pagamento dos honorários médicos. A suspensão ocorreu também nos atendimentos das fichas azuis e verde.