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DIA DO PROFESSOR

Professores tomam as ruas de Novo Hamburgo em ato pela defesa da educação e cobram diálogo com a Prefeitura

Manifestação reuniu servidores na área central da cidade e expôs insatisfação com falta de reposição salarial, cortes em benefícios e ausência de eleições para diretores

Dário Gonçalves
Publicado em: 15/10/2025 às 13h:29 Última atualização: 15/10/2025 às 20h:20
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No Dia do Professor, celebrado nesta quarta-feira (15), educadores de Novo Hamburgo trocaram a sala de aula pelas ruas.

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A classe participou do “Ato em Defesa da Educação e das Trabalhadoras e Trabalhadores da Educação – No Dia dos Professores a aula será na rua”, promovido pelo Sindicato dos Professores Municipais (SindprofNH). A concentração ocorreu por volta das 11 horas, na Praça Punta del Este, e o grupo seguiu em caminhada pela Avenida Nações Unidas, Rua Marcílio Dias e Primeiro de Março, encerrando a mobilização na Praça do Imigrante.

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Professores tomam as ruas de Novo Hamburgo em ato pela defesa da educação e cobram diálogo com a Prefeitura

Foto: Dário Gonçalves/GES-Especial

A manifestação teve como foco denunciar o que o sindicato classifica como desmonte da educação pública municipal. Segundo a presidente do SindprofNH, Luciana Martins, há falta de professores em várias escolas e turmas com número excessivo de alunos, especialmente na educação infantil, sem a estrutura necessária para atender a demanda.

Veja o vídeo

Professores tomam as ruas de Novo Hamburgo em ato pela defesa da educação e cobram a Prefeitura

Luciana também criticou a decisão da Secretaria de Educação de suspender as eleições para diretores, que, segundo ela, fazem parte da legislação e da prática democrática nas escolas municipais. “A comunidade escolar é formada por professores, funcionários e também por pais e mães que escolhem quem vai dirigir a escola. Acabar com esse processo é retirar um espaço de participação”, afirmou.

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Assistência à saúde

Outro ponto levantado pelo sindicato é o fim da contribuição da Prefeitura no plano de assistência à saúde dos servidores municipais, comunicada por meio de ofício na última semana. A medida, segundo Luciana, transfere mais de 10 mil pessoas para o atendimento do sistema público de saúde, o que deve pressionar ainda mais as unidades municipais.

“O plano é colaborativo, o servidor paga e o município contribui. Ao se isentar, o prefeito aumenta a sobrecarga da rede pública e prejudica também quem depende dela”, disse.



A categoria também cobra o pagamento da reposição inflacionária retroativa a abril, prevista em lei aprovada pela Câmara de Vereadores, mas ainda não repassada aos profissionais. O sindicato afirma que os educadores estão em estado de greve e que uma assembleia deve avaliar os próximos passos do movimento nas próximas semanas.

Luciana informou que o SindprofNH já solicitou uma reunião urgente com o prefeito para discutir as pautas, mas ainda não obteve retorno. “Não é possível que o diálogo não aconteça. Queremos avançar, mas isso depende de vontade política e de respeito às trabalhadoras e trabalhadores da educação”, concluiu.



O que diz a Prefeitura de Novo Hamburgo sobre as reivindicações

A Prefeitura de Novo Hamburgo nega que os diretores de escolas serão substituídos por CCs. “O que está em debate interno na secretaria (de Educação) é o novo modelo de gestão democrática nas escolas. Seguiremos rigorosamente a nova lei do Fundeb”, informa, em nota.

A respeito da demanda na educação infantil, afirma que houve uma oferta histórica, com cerca de 500 vagas no turno integral. “Fizemos isso por meio de uma gestão mais eficiente, reorganizando a rede, respeitando a resolução do Conselho Municipal de Educação. Neste caso, também estamos cumprindo a lei rigorosamente”, salienta. Diz ainda que o Município é o único da região que conta com dois professores por turma.

A Prefeitura afirma que não pretende extinguir o plano de assistência dos servidores. Sobre o pagamento da reposição da inflação diz que está sendo feito de forma parcelada e que foi pago o percentual previsto para julho de 2% retroativo a abril de forma integral, os 2% previstos para setembro na folha do mês e o retroativo de agosto a abril será pago no dia 17/10. “Os 1,48% restantes serão antecipados para o mês de novembro, na lei aprovada na Câmara a previsão era dezembro. O 13º salário, conforme a legislação federal, pode ser pago até 20 de dezembro.”

A Administração Municipal admite que até agosto apenas 15,5% do orçamento foi aplicado em educação, o que foi tornado público em audiência pública na Câmara de Vereadores, mas adianta que mais recursos serão feitos até o final do ano. Por fim, diz que mantém diálogo aberto com o SindprofNH, com agenda fixa a cada três meses e com reunião prevista para novembro.

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