Foram inaugurados nesta segunda-feira (9) os nove primeiros bancos vermelhos da campanha antiviolência do Juizado da Violência Doméstica, que quer mobilizar a sociedade sobre o tema da prevenção à violência contra as mulheres e os feminicídios. No total, a iniciativa conta com a aquisição de 21 bancos, um custeado pelo Tribunal de Justiça e outros 20 doados pela Taurus e pela PontoComNet, sendo 10 cada uma.
O primeiro banco foi inaugurado no Foro de São Leopoldo; os demais foram instalados na OAB, nas empresas Taurus, Cresol e PontoComNet, na parada do Triângulo, na UPA Scharlau, na Escola Municipal de Ensino Fundamental Paulo Beck e na Câmara de Vereadores.
Representantes do Sesc São Leopoldo participaram da inauguração do primeiro banco, no Foro. A entidade também instalou um banco vermelho em sua unidade.
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Reflexão
Para a juíza Rebecca Roquetti Fernandes, do Juizado da Violência Doméstica de São Leopoldo, o banco vermelho é um símbolo de reflexão, conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher. “É um incentivo para que o tema permaneça permanentemente presente no debate local. Não toleraremos a violência, vamos mostrar a todas as mulheres que lutaremos por elas. Os homens devem se conscientizar pelo respeito e passar essa mensagem à diante para outros homens.”
O prefeito Heliomar Franco disse que São Leopoldo está engajada na causa. “Muito mais do que palavras, são ações que o município está fazendo com toda a rede integrada, com a Polícia Civil, Brigada Militar, a onda da Guarda Municipal. Já fomos campeões de feminicídio no passado e agora lutamos muito para sermos os campeões da segurança.”
Município engajado
Para o prefeito Heliomar, “homens que sabem da violência doméstica praticada por outros homens contra as mulheres têm que se posicionar positivamente, porque eles também vão encontrar canais para denunciar e para agir em defesa das mulheres que estão sendo agredidas.”
A secretária de Desenvolvimento Social e primeira-dama Simone Dutra falou sobre a importância desse movimento e apontou políticas públicas voltadas às mulheres desenvolvidas no município, como o Projeto Sobreviver, que assegura 5% das vagas de emprego para mulheres vítimas da violência doméstica e o prédio da Exatoria, que será inaugurado ainda neste ano e deve ser um centro de capacitação para mulheres. “É através da conscientização que nós teremos avanços.”
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Um desafio à sociedade
Segundo o CEO global da Taurus, Salésio Nuhs, a questão da violência contra a mulher não é individual e nem familiar, é um desafio para toda a sociedade. “Quando a Taurus identificou essa campanha da doutora Rebecca a gente prontamente ofereceu 10 bancos para serem distribuídos em São Leopoldo. O banco é um símbolo importante para que as mulheres possam buscar os seus direitos – 40% do nosso efetivo são mulheres e a gente está perfeitamente engajados nessa campanha.”
Cristiano Etter, sócio administrador da PontoComNet, também destacou a ação que faz parte do compromisso social da empresa com a comunidade. “Iniciativas como esta são importantes para conscientização da sociedade, para termos zero feminicídio e viver em paz, em liberdade e igualdade.”
Para o presidente da Câmara de Vereadores Fabiano Haubert, este ato é muito importante para a cidade e que não é um ato das mulheres, mas sim de todos. “Faz parte do papel do Legislativo fiscalizar e fazer todos os encaminhamentos. É importante o Poder Legislativo seja um local de referência para ser mais um suporte ao combate de violência.”

Foto: Divulgação/Prefeitura de São Leopoldo
Estação Sapucaia da Trensurb também recebe um banco
Foi inaugurado na Estação Sapucaia um banco vermelho, parceria entre a Prefeitura de Sapucaia do Sul e a Trensurb. O ato contou com o prefeito Volmir Rodrigues e a primeira-dama Maria da Glória Rodrigues e o diretor-presidente da Trensurb, Nazur Garcia, além de representantes de órgãos e entidades de auxílio às mulheres. Para Garcia, “trata-se de uma campanha para enfrentar essa epidemia do feminicídio”.
O prefeito Volmir destacou que “existe um ditado: ‘em briga de marido e mulher não se mete a colher’. Mas é justamente o contrário: deve-se interferir, sim. Muitas vezes, ao agir, você pode estar evitando que uma mulher se torne vítima”.
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