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NEGÓCIOS

As duas empresas com pé no calçado que podem ter forte impacto com tarifaço de Trump

Ações da Embraer e da Minerva apresentam maior queda na bolsa nesta quinta; duas calçadistas também chamam atenção

Publicado em: 10/07/2025 às 16h:44 Última atualização: 10/07/2025 às 16h:45
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O presidente Donald Trump anunciou nesta quarta-feira (9) a taxação de 50% sobre todos os produtos brasileiros que entram nos Estados Unidos. O movimento surpreendeu o mercado brasileiro e a repercussão tem sido grande inclusive na B3, a bolsa de valores do País.

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Alpargatas, que produz as Havaianas, pode sentir o possível tarifaço de Trump | abc+



Alpargatas, que produz as Havaianas, pode sentir o possível tarifaço de Trump

Foto: Alexandre Loureiro/COB/Divulgação

Algumas ações do Ibovespa refletiram nesta quinta-feira (10) os temores do mercado sobre uma possível redução de lucros, com os papéis da Embraer (aviação) e da Minerva (frigorífico) caindo acima de 5% no início da tarde.

Analistas do mercado financeiro também consideram grande a possibilidade de impacto negativo em duas gigantes com pé no setor calçadista caso Trump realmente implante a taxação de 50% sobre produtos brasileiros a partir de 1º de agosto.

Para o banco Citi, o lucro líquido tanto da Azzas quanto da Alpargatas, marcas integradas de calçados/vestuário que exportam do Brasil para os Estados Unidos, devem ser impactados negativamente pelo tarifaço. O banco projeta um impacto negativo de 7% no lucro líquido da Azzas e de 4% no da Alpargatas em 2026.

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Apesar disso, a exposição dessas exportações é limitada: 3% da receita da Azzas e 5% da Alpargatas, segundo o Citi. O banco não considerou efeitos cambiais ou impactos indiretos sobre outras empresas como Lojas Renner, C&A e Natura.

O Citi tem recomendação de compra (alto risco) para Azzas, principalmente devido a maior percepção de risco na integração da Arezzo&Co e do Grupo Soma. O preço-alvo para o papel é de R$ 52, potencial valorização de 40,5% ante o fechamento de quarta-feira (9).

Já para Alpargatas, a recomendação do banco americano é de compra e preço-alvo de R$ 11, o que corresponde a potencial de alta de 25,5%, ante o pregão de quarta-feira.

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