
Foto: Diego Rosinha
A abertura deste grande encontro do cluster calçadista ocorreu no início da tarde desta segunda (18), com a presença do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), Márcio Elias Rosa.
A força e a resiliência da indústria calçadista foram destacadas pelo presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira.
“A economia global passou por transformações, a dinâmica de consumo mudou, o comércio eletrônico ampliou fronteiras, a concorrência internacional se intensificou e os mercados estão cada vez mais desafiadores. Mas, a indústria calçadista segue mostrando sua capacidade de adaptação, criatividade e competitividade. Como respondemos aos desafios? Investimos em design, tecnologias, sustentabilidade, produtividade e valor agregado. A feira é demonstração concreta desta evolução”, diz Ferreira.
O dirigente também ressaltou a importância da parceria estratégica com a ApexBrasil e Sebrae. “São instituições fundamentais para ampliar a competitividade, promover exportações e apoiar o desenvolvimento, em especial das micro e pequenas empresas que fazem parte da força da nossa indústria.”
As lideranças aproveitaram o momento para falar sobre as principais preocupações do setor. Entre elas, o possível fim da escala de trabalho 6X1. Para o presidente da Frente Parlamentar Mista do Couro e do Calçado no Congresso Nacional, deputado federal Lucas Redecker, a alteração deve trazer reflexos na vida de quem empreende e também na de quem trabalha.
“Teremos a necessidade, especialmente nas pequenas, média e grandes empresas, de diminuição da produtividade mantendo o seu custo. É isso que estamos tentando debater em Brasília, alternativas de compensação, que com esta redução, que não tenho dúvida de que será aprovada, se fazem necessárias. Se não tivermos as compensações, acredito que haverá aumento no desemprego e repasse do custo de produção ao consumidor final. Quero pedir socorro ao ministro Elias, sua pasta é a única que pode auxiliar de fato”.
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Uma das medidas defendidas é a desoneração da folha de pagamento. As compensações, conforme o deputado, se fazem essenciais também por conta da volta da “taxa das blusinhas”.
“Não podemos dissociar o empregador do empregado, eles coexistem. Uma das alternativas seria a desoneração da folha, que em 2024, gradativamente foi descontinuada pelo governo federal. Tivemos, em agosto de 2024 um projeto do próprio governo federal, a taxa de compras internacionais de até 50 dólares, que teve encaminhamento agora para o fim e me preocupo. Quais alternativas vão entregar para o comerciante e para a indústria que está produzindo? O fim da “taxa das blusinhas” vai doer também no bolso do empreendedor e do empregado, porque pode gerar desemprego”, afirma o deputado.
Uma das alternativas levantadas pelo setor, em meio ao debate do fim da escala 6×1, é a volta da desoneração da folha de pagamento. Em sua fala, o ministro, reforçou que o debate será feito no Congresso e que o resultado será o “melhor possível.”
“É na arena, no Congresso, que vamos discutir. Analisar se precisa ter regra de transição ou não. Em 1987, 1988, a ala política mais conservadora queria estabelecer 44 horas semanais de trabalho na Constituição. Já a ala mais progressista, diria que hoje seria a mais esquerdista, queria uma vírgula. Garanto a vocês que vou levar tudo o que ouvi aqui hoje ao presidente Lula”, avalia o ministro.
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A abertura oficial contou também com a participação do CEO da NürnbergMesse Brasil (NMB), João Paulo Picolo, do vice-governador do Rio Grande do Sul, Gabriel Souza; o diretor de Gestão Corporativa da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).
Estiveram presentes ainda o Floriano Pesaro; o presidente do Centro das Indústrias de São Paulo (CIESP), Rafael Cervone; o presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Setor Coureiro-Calçadista do RS, deputado estadual Joel Wilhelm; o prefeito de Três Coroas, Fabiel Port; entre outras autoridades e lideranças setoriais.
Taxa das Blusinhas
Sobre o fim da “taxa das blusinhas”, o ministro afirmou que sempre foi favorável ao imposto, mas que o governo chegou a conclusão de que deveria extinguir e “decisão tomada tem que ser executada”. Para mitigar os efeitos, outras ações sendo discutidas.
“Já fui instigado pelo Haroldo (Ferreira) e estamos discutindo medidas como a licença não automática, o fortalecimento da defesa comercial, do antidumping. E vamos continuar na linha que o presidente vem defendendo com novos acordos e diálogos. Um exemplo é o acordo Mercosul-União Europeia que estava travado há décadas e que é fundamental.”
O ministro também lembrou do “embate” com os Estados Unidos. “Os países que cederam, fizeram acordo com os Estados Unidos, estão pagando taxa maior que a do Brasil (Atualmente o Brasil paga 10%, antes a taxa chegou a 50% no total). Nós não aceitamos e não aceitaremos acordo com eles enquanto não for conveniente pro setor produtivo brasileiro.”
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Sobre os próximos passos, das reivindicações do setor e da indústria como um todo, Márcio Elias disse que será o “portador de tudo que ouvi.”
Estiveram presentes ainda o Floriano Pesaro; o presidente do Centro das Indústrias de São Paulo (CIESP), Rafael Cervone; o presidente da Frente Parlamentar Mista do Couro e do Calçado no Congresso Nacional, deputado federal Lucas Redecker; o presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Setor Coureiro-Calçadista do RS, deputado estadual Joel Wilhelm; o prefeito de Três Coroas, Fabiel Port; entre outras autoridades e lideranças setoriais.
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