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ECONOMIA

Entenda a relação entre inflação argentina, exportações brasileiras e tarifaço Trump

Veja avaliação de representante da Câmara Empresarial Argentino Brasileira do Rio Grande do Sul

Juliana Dias Nunes
Publicado em: 22/07/2025 às 10h:24
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O mercado argentino tem sido explorado pelas exportações brasileiras. Somente no primeiro semestre de 2025 os embarques verde-amarelos para a Argentina cresceram 55,4%. Após medidas do presidente Javier Milei, houve melhora na economia do país vizinho. E como fica o cenário em meio ao impasse entre Brasil e EUA? Será que o mercado argentino pode ser ainda mais aproveitado?

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Casa rosada argentina | abc+



Casa rosada argentina

Foto: Lars Curfs/Wikimedia Commons/Reprodução

O secretário-geral da Câmara Empresarial Argentino Brasileira do Rio Grande do Sul, Leandro Cezimbra, explica que em função da Argentina não ter vencido sua inflação, muito atrelada ao dólar, há uma facilidade na entrada de produtos vindos de outros países.

“Nossos produtos se tornam mais baratos, mas muito mais por conta da postura do governo argentino de valorização da moeda nacional que faz com que os nossos produtos entrem com maior facilidade. O governo argentino tem utilizado das importações, especialmente no ramo alimentício, para baixar o preço dos seus alimentos, criando uma real concorrência. Antes haviam barreiras para que produto importados não entrassem e os argentinos não tinham concorrência efetiva e isso fazia com que seus produtos ficassem mais caros”, observa.

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Cezimbra destaca também que o governo argentino está mais alinhado com o governo dos Estados Unidos do que o Brasil.

“A grande questão do mercado argentino estar mais atrativo é porque a ideologia assumiu um papel importante nas relações comerciais entre Brasil e EUA. O governo argentino é mais alinhado com os Estados Unidos que o nosso”, avalia.

O representante da Câmara Empresarial Argentino Brasileira do Rio Grande do Sul defende uma negociação efetiva com o governo de Donald Trump.

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“Estamos assistindo o governo brasileiro culpando os EUA como responsável de todos os males. Na geopolítica, digamos assim, o que importa é estar alinhado com alguém, fazer negócios preferencialmente com quem estou alinhado. A Argentina tem vantagem na hora do comércio bilateral. Precisamos deixar a ideologia de lado e atender de forma pragmática as questões do comércio e, a partir disso, poderemos colher resultados significativos”, afirma Cezimbra.

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