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NEGÓCIOS

TARIFA DE TRUMP: Confira lista das empresas mais impactadas com medida norte-americana

Dados foram analisados durante evento da ACI nesta sexta-feira (18)

Juliana Dias Nunes
Publicado em: 18/07/2025 às 15h:09 Última atualização: 18/07/2025 às 15h:10
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O mercado norte-americano representa uma boa parcela da receita de muitas empresas brasileiras. A cobrança de taxa de 50% sobre produtos verde-amarelos a partir de 1º de agosto vai ter impacto direto na economia de mercados como bens de capitais, alimentos e bebidas, papel e celulose, petroquímico, entre outros.

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Embraer fabrica aeronaves | abc+



Embraer fabrica aeronaves

Foto: Antônio Milena/Agência Brasil

Durante evento realizado nesta sexta (18), na Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom, Estância Velha, Dois Irmãos e Ivoti (ACI-NH/CB/EV/DI/IV), o vice-presidente de Economia da entidade falou sobre o cenário econômico brasileiro diante das questões tributárias que envolvem o governo Trump.

Momberger apresentou dados levantados pela XP Investimentos com a lista das empresas que tem parte de seu faturamento atrelado ao mercado dos EUA. “Partindo do princípio que haja o tarifaço a partir de 1º de agosto a Embraer deve ser a empresa mais impactada.”

Atualmente a Embraer tem 23,8% do faturamento relacionado às exportações para o mercado norte-americano. Em matéria divulgada pela Agência Brasil na quinta-feira (17), a empresa, que é a terceira maior fabricante de aeronaves do mundo, atrás apenas da Boeing e da Airbus, disse que o tarifaço anunciado poderá causar um impacto na companhia similar ao da pandemia de covid-19.

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Na época, a companhia teve cerca de 30% de queda de receita e precisou reduzir em torno de 20% o quadro de funcionários.

“Não há como remanejar encomendas de clientes dos Estados Unidos para outros mercados. Não tem como remanejar essas encomendas. Avião não é commodity. O maior mercado de avião executivo é nos Estados Unidos. Não tem como reposicionar isso para outros mercados”, destacou Gomes em entrevista para a Agência Brasil.

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Veja 15 empresas mais afetadas de acordo com estimativa de quanto cada uma fatura com os EUA (%):

1- Embraer (bens de capital) – 23,8%

2- Suzano (papel e celulose) – 16,6%

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3- Tupy (bens de capital) – 13,9%

4- Jalles Machado (agro) – 11%

5- Frasle Mobillity (bens de capital) – 10,8%

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6- WEG (bens de capital) – 9,1%

7- Minerva (alimentos e bebidas) – 8% – 15%

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8- Randocorp (bens de capital) – 6,4%

9- Cosan (óleo, gás e petroquímico) – 6%

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10- Lochpe-Maxion (bens de capital) – 5,4%

11- Alpargatas (varejo) – 4%

12- CSN (mineração e siderurgia) – 4%

13- Petrobras (óleo, gás e petroquímico) – 4%

14- Unipar (óleo, gás e petroquímico) – 4%

15- CBA (mineração e siderurgia) – 3,2%

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E será que o tarifaço vai adiante?

O especialista em investimentos e vice-presidente da ACI não acredita que a taxa de 50% vai “parar de pé”. “Não sabemos o que vai acontecer, eu acho que nem ele (Donald Trump) sabe. Ainda se acredita em uma solução diplomática. Economicamente a taxação não para de pé, nem economicamente e particularmente nem politicamente, os argumentos não fazem o menor sentido”, avalia Momberger.

 

 

 

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