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ECONOMIA

Fim da escala 6x1: Entidades gaúchas lamentam aprovação na Câmara dos Deputados

ACI enviou documento ao vice-presidente Geraldo Alckmin nesta quinta; veja o teor da carta

Juliana Dias Nunes
Publicado em: 28/05/2026 às 15h:19 Última atualização: 28/05/2026 às 15h:20
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Enquanto a PEC do fim da escala 6×1 avança em Brasília, entidades gaúchas lamentam a aprovação na Câmara dos Deputados na última quarta-feira (27).  

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“Embora o debate seja legítimo, vemos com profunda preocupação o avanço desta pauta no Congresso neste momento. Um tema delicado, com potencial de impactar significativamente a economia do país, não deveria ser discutido em ano eleitoral. A medida representará aumento de custos para produtos e serviços, com reflexos diretos ao consumidor”, afirma o presidente da Federação das Indústrias do Estado (Fiergs), Claudio Bier.

Dados do Caged se referem aos empregos formais no País | abc+



Dados do Caged se referem aos empregos formais no País

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A entidade gaúcha diz que “espera que a matéria seja avaliada com equilíbrio, maturidade e fora do período eleitoral, de forma que seja discutida com a devida profundidade e responsabilidade que o tema requer.”

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A Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom, Estância Velha, Dois Irmãos e Ivoti (ACI/NH/CB/EV/DI/IV), Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos para os Setores do Couro, Calçados e Afins (Abrameq), Associação das Indústrias de Curtumes do Rio Grande do Sul (AICSUL) e Sindicato da Indústria de Máquinas e Implementos Industriais e Agrícolas de Novo Hamburgo e Região (SINMAQSINOS) fizeram um abaixo-assinado, que foi enviado ao vice-presidente do País, Geraldo Alckmin, nesta quinta (28).

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Além de manifestar preocupação com o modelo proposto na PEC, os representantes destas entidades propõem ao governo ações como a desoneração da folha de pagamento.

Fauston Saraiva | abc+



Fauston Saraiva

Foto: Juliana Nunes/GES-Especial

“Se o governo alega que a alteração é pensando no bem-estar porque não abre mão de ser sócio do trabalhador desonerando a folha de pagamento? O salário do profissional custa hoje pra empresa o salário mais 100%. Por que não se pensa na desoneração para o colaborador ter acesso a um salário melhor e crescer”, avalia o diretor da ACI, Fauston Saraiva.

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Segundo Saraiva, as entidades tentarão sensibilizar o Senado. “Queremos que pelo menos seja suspensa para que possamos ter uma análise mais aprofundada dos aspectos e impactos”, comenta.

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Além disso, Saraiva diz que o mercado já sofre com a falta de profissionais. “Há uma preocupação grande sobre a disponibilidade de profissionais, que já é algo muito escasso. A nova escala escala obrigada as empresas a contratarem mais funcionários e afetará a produtividade. E vejo com os dois lados prejudicados. Temos, por exemplo, vendedores comissionados, que terão um dia a menos para produzir na semana.”

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