A carta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, divulgada na última quarta-feira (9), e que traz o anúncio de tarifaço em 50% sobre importações brasileiras a partir de 1º de agosto, também impacta o varejo nacional.

Foto: Dário Gonçalves/GES-Especial
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Para a Federação Varejista do RS todos perdem com a decisão de Trump. “Para o varejo e serviços, toda crise econômica gera ambiente de insegurança do consumidor e do investidor e retração nos negócios que no RS estão já afetados por tudo o que passamos nos últimos anos. Estamos em um tempo difícil e o melhor caminho é dialogar e pensar definitivamente no bem comum. Capacidade para isso não falta à classe produtora deste País. Que nossas lideranças nos ouçam”, afirma o presidente da entidade gaúcha, Ivonei Pioner.
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Medida injustificada
A Fecomércio-RS reitera o posicionamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) que aponta que a medida é injustificada do ponto de vista econômico e que há necessidade de entendimento entre os dois países.
“A relação comercial dos Estados Unidos com o Brasil, somente nos últimos dez anos, apresentou superávits em favor daquele país de 51 bilhões de dólares, de acordo com dados compilados pela Secretaria de Comercio Exterior, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Industria, Comércio e Serviços (MDIC)”, diz em nota oficial.
“É preciso que haja um entendimento entre as duas nações, e a CNC faz um apelo para que haja um despertar de consciência para entendimento entre seus líderes”, completa o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros.