Entidades gaúchas seguem mobilizadas para amenizar impactos causados pela tarifa de 50% cobrada pelo governo de Donald Trump. O tarifaço começou a valer no dia 6 de agosto e afeta diretamente o Rio Grande do Sul. Na terça (10), a Federação das Associações de Municípios do RS (Famurs) entregou ao vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, um pedido de apoio aos setores afetados pela medida dos EUA.

Foto: Júlio César Silva/MDIC
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A presidente da Famurs e prefeita de Nonoai, Adriane Perin de Oliveira, apresentou durante o encontro, que contou com a presença de outros prefeitos gaúchos, um documento com as principais demandas dos municípios gaúchos diante da crise Brasil X EUA.
Segundo Adriane, o setor florestal e moveleiro é o mais afetado pela taxação. O segmento é responsável por mais de 70% das exportações gaúchas da indústria de transformação com destino aos EUA. O tarifaço também gera graves prejuízos às indústrias de calçados e couro, metalmecânica, de máquinas agrícolas e de alimentos e bebidas.
Em resposta aos apelos dos prefeitos gaúchos que participaram da reunião, Alckmin sinalizou que compreende a gravidade da situação e afirmou que o governo federal está trabalhando em um conjunto de medidas concretas para mitigar os efeitos setoriais da taxação, incluindo a oferta de crédito, postergação de tributos e apoio com compras governamentais.

Foto: Júlio César Silva/MDIC
“A sobrevivência de centenas de empresas e milhares de empregos nos municípios gaúchos depende de ações rápidas e coordenadas do governo federal, que possui os canais adequados para resolver esse impasse diplomático. Viemos a Brasília para que a União compreenda a dimensão desse tema para o Rio Grande do Sul e adote medidas concretas”, ressalta Adriane.
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Veja solicitações da Famurs:
No documento entregue ao vice-presidente, a Famurs solicita a atuação imediata do governo federal em cinco frentes principais:
– Intensificação da negociação diplomática com os EUA, buscando a eliminação ou, ao menos, a redução da tarifa;
– Articulação emergencial no Congresso Nacional para adoção de medidas de apoio aos exportadores;
– Inclusão do setor madeireiro na lista de exceções da ordem executiva norte-americana ou limitação da tarifa a 10%;
– Diversificação dos destinos de exportação, ampliando mercados alternativos e reduzindo a dependência dos EUA;
– Criação de um programa emergencial de apoio e manutenção de empregos, inspirado nas medidas aplicadas durante a pandemia da Covid-19.
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Impactos nos municípios gaúchos
O Rio Grande do Sul é o 5º maior estado exportador para os EUA e o mais impactado entre os cinco primeiros. Dos 87,5% dos embarques gaúchos destinados ao mercado norte-americano, nenhum foi incluído na lista de exceções anunciada.
Entre os efeitos diretos provocados pelo tarifaço sobre os municípios estão a redução da arrecadação de impostos (ISSQN e ICMS), o risco de desemprego, a ampliação da vulnerabilidade social e a queda de investimentos em cadeias produtivas.