Boa parte dos brasileiros receberá a segunda parcela do 13º salário nesta sexta-feira (19). A primeira parcela foi recebida no dia 28 de novembro. Os valores representam um incremento na economia gaúcha de R$ 10 bilhões, segundo levantamento da Federação Varejista do RS. E o que você pretende fazer com que este valor adicional? Pagar boletos? Investir? Comprar os presentes de Natal?

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo
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Pesquisas da CNDL e do SPC Brasil mostram que cerca de 50% deste volume é dedicado ao consumo e o restante deve ser utilizado no pagamento de débitos. excluindo os valores destinados ao pagamento de dívidas, 50% deste volume é dedicado ao consumo.
A pesquisa aponta que 58% deste consumo com o 13º salário, representando R$ 3,4 bilhões, são destinados ao varejo, como moda, calçados, brinquedos e eletrodomésticos. Outra fatia, de 42%, em torno de R$ 2,5 bilhões – será dedicada aos serviços, como turismo, lazer, alimentação e eventos.
Influências na economia
A economista-chefe da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado(Fecomércio-RS), Patrícia Palermo, lembra que a forma como o 13º é aplicado na economia foi mudando ao longo do tempo. “Antes todo mundo recebia a primeira parcela em novembro e a outra em dezembro. Depois o INSS foi pagando em outras datas, o governo do Estado este ano pagou em outubro. A iniciativa privada que manteve a ‘data tradicional de pagamento’. Esse efeito foi então diminuindo na economia, mas segue muito importante”, diz.
A economista ressalta que muitas pessoas têm a percepção de que o 13º salário é um “bônus” e tomam a decisão de forma imediatista.
“Quando se tem um recurso entregue em uma janela de tempo é provável de que a decisão do que fazer seja naquele momento, tomada de imediato. É difícil pensar que alguém vai distribuir o valor em 12 parcelas iguais do ano seguinte. Tem gente que forma reservas, outros pagam dívidas, outros usam na lista de presentes, pagamento antecipado de impostos, vai de acordo com a condição de vida”, avalia.
Veja dicas de como usar o dinheiro
E como definir a melhor forma de utilizar o dinheiro? Patrícia traz algumas dicas importantes. Confira:
– Se tem dívidas em atraso e acha que o pagamento irá “estrangular” o orçamento use o recurso adicional. Foque na regularização de débitos;
– Se não tem dívidas e não tem reservas financeiras, pode ser o momento de fazer reservas. E não precisa ser do valor integral, mas uma parte;
– Quer pagar impostos antecipados? Analise se vale a pena ou se irá apertar o orçamento por conta do desconto e depois acabar atrasando as contas do mês,
– Se já fez reserva financeira, não tem dívida em atraso e consegue suportar os pagamentos de impostos com descontos, por que não comprar presentes? É uma época afetiva, utilizar o valor na lista de presentes pode ser uma alternativa.
E quando eu uso para quitar débitos do mês?
Patrícia faz um alerta. O pagamento das contas do mês com o valor que seria um adicional mostra que o orçamento precisa de um diagnóstico e, claro, uma solução.
“Se tem problema de fechar correntemente a conta no final do mês é porque se gasta mais do que que ganha, ou seja, a pessoa terá que mudar hábitos. Fechar o mês no negativo mostra que a pessoa está tendo hábitos que não condizem com a renda dele. Será preciso então aumentar a renda ou diminuir os gastos. E diminuir os gastos quer dizer fazer escolhas complicadas como mudar o condomínio que eu moro, trocar o filho de colégio. É mudar o custo fixo e isso não é confortável”, observa.
Confira as dicas em vídeo: