“O que a gente está querendo é justiça. Que ele vá para o presídio e fique lá o tempo que paga a condenação”, afirma Marcelo dos Passos, de 33 anos, filho de Marlene dos Passos Stafford Heger, que foi morta ao lado do companheiro, Rubem Affonso Heger, em fevereiro de 2022.
CLIQUE AQUI PARA ENTRAR NA COMUNIDADE DO ABCMAIS NO WHATSAPP
Ao lado da família, Marcelo acompanha nesta quarta-feira (6) o julgamento de Andrew Heger Ribas, acusado de matar Marlene e Rubem, que era seu avô. O crime também teria tido a participação de Cláudia Heger, que já morreu, mas era mãe de Ribas e filha de Rubem.

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial
O julgamento ocorre no Fórum de Cachoeirinha.
Marcelo conta que, depois do crime, ele e o irmão, Maurício dos Passos Stafford, 35, entraram em depressão. “A família ficou em choque, porque ninguém sabia onde é que eles estavam e o que eles fizeram também. Isso aí para a família foi um abalo”, afirma.
Ele relata que viu a mãe e o padrasto pela última vez um dia antes dos assassinatos, quando foi até a casal do casal para visitá-los. Na ocasião, recorda que a mãe recebeu uma mensagem de Cláudia, que questionava quem estava na casa e se Marcelo e a esposa iriam dormir por lá.
“Eu falei para minha mãe que não era bom falar [informar a ela que ele e a esposa já iriam embora] porque [Cláudia] não era uma pessoa confiável”, diz.
CLIQUE AQUI PARA RECEBER NOSSA NEWSLETTER
Hoje, Marcelo lembra do casal com carinho. “Os dois [Marlene e Rubem] eram as melhores pessoas que eu já conheci. A vizinhança conhecia eles, chegava lá e eles recebiam com um bolo, com um pastel… tudo, sabe?”, lembra. “Ninguém tinha uma reclamação deles. Eram muito receptivos. Muito, muito mesmo.”
VEJA TAMBÉM: Defesa de acusado de matar avô e companheira dele aponta histórico de manipulação por parte da mãe
“Os corpos não foram encontrados, mas pelo menos a justiça a gente quer. A gente quer a condenação dele”, finaliza.
*Colaborou: Isaías Rheinheimer.