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"Eram as melhores pessoas que já conheci": Filho de mulher morta com o companheiro em Cachoeirinha pede justiça em julgamento

Andrew Heger Ribas é julgado nesta quarta-feira pela morte do avô, Rubem Affonso Heger, e da companheira dele, Marlene dos Passos Stafford Heger

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Publicado em: 06/08/2025 às 17h:07 Última atualização: 06/08/2025 às 17h:11
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“O que a gente está querendo é justiça. Que ele vá para o presídio e fique lá o tempo que paga a condenação”, afirma Marcelo dos Passos, de 33 anos, filho de Marlene dos Passos Stafford Heger, que foi morta ao lado do companheiro, Rubem Affonso Heger, em fevereiro de 2022.

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Ao lado da família, Marcelo acompanha nesta quarta-feira (6) o julgamento de Andrew Heger Ribas, acusado de matar Marlene e Rubem, que era seu avô. O crime também teria tido a participação de Cláudia Heger, que já morreu, mas era mãe de Ribas e filha de Rubem.

Marcelo dos Passos, 33 anos, acompanha o julgamento ao lado da família | abc+



Marcelo dos Passos, 33 anos, acompanha o julgamento ao lado da família

Foto: Isaías Rheinheimer/GES-Especial

O julgamento ocorre no Fórum de Cachoeirinha.

Marcelo conta que, depois do crime, ele e o irmão, Maurício dos Passos Stafford, 35, entraram em depressão. “A família ficou em choque, porque ninguém sabia onde é que eles estavam e o que eles fizeram também. Isso aí para a família foi um abalo”, afirma.

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Ele relata que viu a mãe e o padrasto pela última vez um dia antes dos assassinatos, quando foi até a casal do casal para visitá-los. Na ocasião, recorda que a mãe recebeu uma mensagem de Cláudia, que questionava quem estava na casa e se Marcelo e a esposa iriam dormir por lá. 

“Eu falei para minha mãe que não era bom falar [informar a ela que ele e a esposa já iriam embora] porque [Cláudia] não era uma pessoa confiável”, diz.

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Hoje, Marcelo lembra do casal com carinho. “Os dois [Marlene e Rubem] eram as melhores pessoas que eu já conheci. A vizinhança conhecia eles, chegava lá e eles recebiam com um bolo, com um pastel… tudo, sabe?”, lembra. “Ninguém tinha uma reclamação deles. Eram muito receptivos. Muito, muito mesmo.”

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“Os corpos não foram encontrados, mas pelo menos a justiça a gente quer. A gente quer a condenação dele”, finaliza.

*Colaborou: Isaías Rheinheimer.

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