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"MAIOR PREDADOR SEXUAL DO RS"

Menina de 6 anos atacada por abusador de Taquara durante projeto social voltou a ser alvo do criminoso aos 11, diz Polícia

Novo mandado de prisão preventiva por estupro de vulnerável em desfavor a ele foi cumprido nesta terça-feira

Menina de 6 anos atacada por abusador de Taquara durante projeto social voltou a ser alvo do criminoso aos 11, diz Polícia
Publicado em: 29/07/2025 às 17h:35 Última atualização: 30/07/2025 às 15h:35
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Mais uma vítima do morador de Taquara Ramiro Gonzaga Barros, de 37 anos, foi descoberta pela Polícia Civil. A menina foi alvo do homem, apontado pelo delegado Valeriano Garcia Neto como o “maior predador sexual do Rio Grande do Sul”, tanto pessoalmente quanto de forma virtual quando ela ainda era criança.

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Ramiro Barros | abc+



Ramiro Barros

Foto: Polícia Civil

Na primeira vez em que teve contato com ele, a menina tinha apenas 6 anos. Aluna do acusado em aulas de circo de um projeto social, ele se aproveitava das interações para passar a mão em partes íntimas do corpo dela.

LEIA MAIS: “Praticamente mataram 3 crianças”: Família clama por justiça durante despedida de bebê de 2 meses morto com mãe e adolescente em Esteio

Cinco anos depois, quando ela tinha 11 anos, ele fez contato com ela nas redes sociais utilizando um perfil falso, no qual se passava por uma menina e exigia fotos íntimas, sob a ameaça de divulgar as imagens que já tinha dela — mesma abordagem utilizada com outras crianças e adolescentes entre 8 e 13 anos, todas do sexo feminino.

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Por conta disso, um novo mandado de prisão preventiva por estupro de vulnerável em desfavor a ele foi cumprido nesta terça-feira (29).

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Preso desde janeiro deste ano, 218 vítimas de Ramiro, de oito estados brasileiros, já foram identificadas. “Cada vítima tem o seu caso apurado em um inquérito policial. Uma força tarefa foi montada na Delegacia de Taquara para apurar todos os casos, lembrando que a investigação segue em andamento”, relata o delegado.

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A maioria das vítimas reside no Vale do Paranhana, o que reforça o alerta da Polícia Civil para que pais e responsáveis orientem e supervisionem o comportamento dos jovens em ambiente virtual.

Relembre o caso

Ramiro Gonzaga Barros foi preso em flagrante no dia 21 de janeiro de 2025 por pedofilia. Na ocasião, foi cumprido mandado de busca e apreensão. Ainda no local, uma equipe do Instituto-Geral de Perícias (IGP) identificou aproximadamente 750 pastas com conteúdo ilícito nos eletrônicos do suspeito, as quais continham imagens íntimas de crianças.

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Ramiro segue preso e responde pelos crimes de estupro virtual, estupro de vulnerável na forma virtual e física, por compartilhamento e direção de conteúdo pornográfico infantil. Até o momento já foram decretadas oito prisões preventivas em desfavor dele e mais de 60 inquéritos policias já foram remetidos ao Poder Judiciário.

Denúncias podem ser feitas sob sigilo pelo telefone da Polícia Civil de Taquara, pelo contato: (51) 98443-3481. As identidades das vítimas são preservadas.

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Contraponto

Procurado pela reportagem, o advogado de Ramiro, Rodrigo Batista, afirmou que “não teve acesso ao último mandado de prisão preventiva”, mas que “a defesa não desconhece a gravidade dos fatos apurados pela autoridade policial e reconhece o importante trabalho que vem desempenhado na elucidação dos fatos”.

Abaixo, leia a nota na íntegra:

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“Quanto aos recentes desdobramentos dos casos que envolvem nosso cliente, informamos que a defesa ainda não teve acesso ao último mandado de prisão preventiva cumprido nesta terça-feira, 29 de julho, bem como não possui informação oficial do número de expedientes encaminhado ao Poder Judiciário.

Ressaltamos que a defesa não desconhece a gravidade dos fatos apurados pela autoridade policial e reconhece o importante trabalho que vem desempenhado na elucidação dos fatos, bem como amparo das vítimas também pelo Ministério Público.

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Apesar da dimensão e da grande repercussão dos casos, a defesa tem enfrentado dificuldades significativas no acesso aos autos em tramitação, o que impede em muitas oportunidades o pleno exercício do contraditório e da ampla defesa, além de atrasos imotivados. Nesse sentido, pretende buscar em conjunto com o Judiciário e o Ministério Público uma solução para acesso amplo e constante de todos expedientes sem atrasos nos processos e na concretização da justiça.

A defesa reitera ser fundamental que, em processos de tamanha complexidade, o devido processo legal, bem como os direitos e garantias constitucionais e prerrogativas da defesa, devem ser integralmente respeitados sem, contudo, causar atrasos na resolução de cada caso.

Por fim, reforçamos nosso compromisso com a justiça e a transparência, esperando que todas as fases processuais ocorram em estrita conformidade com a lei.”

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