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JÚRI OCORRE HOJE

Relembre crime de mulher esquartejada cujo assassino confesso dividiu cela com publicitário suspeito pelo caso da mala

Julgamento dos três acusados ocorre nesta segunda-feira na capital gaúcha

Nadine Funck
Publicado em: 29/09/2025 às 12h:07
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Dez anos após assassinar Cíntia Beatriz Lacerda Glufke, de 34 anos, os irmãos Vandré, Jean e Alan Centeno do Carmo estão sendo julgados nesta segunda-feira (29). A vítima foi esquartejada em agosto de 2015, e teve tronco e crânio concretados no pátio onde Vandré morava, no bairro Mário Quintana, em Porto Alegre.

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Braços e pernas foram encontrados em uma mala em São Joaquim, cidade catarinense. 

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Cíntia Beatriz Lacerda Glufke, 34, foi morta e esquartejada. Os restos mortais foram encontrados em uma mala e também concretado no pátio de uma casa em Porto Alegre | abc+



Cíntia Beatriz Lacerda Glufke, 34, foi morta e esquartejada. Os restos mortais foram encontrados em uma mala e também concretado no pátio de uma casa em Porto Alegre

Foto: Arquivo pessoal

A vítima foi atraída à residência de Vandré, com quem acreditava possuir uma amizade após trabalharem juntos em um hotel, sob o pretexto de um almoço, no dia 7 de agosto daquele ano. Após uma discussão, foi agredida e morta com golpes de marreta. O corpo foi esquartejado com serra elétrica.

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Com o aparelho celular da jovem, Vandré simulou que Cíntia teria fugido. Dois dias depois, braços e pernas foram encontrados em uma mala em São Joaquim. A perícia de Santa Catarina confirmou que se tratavam de partes do corpo de Cíntia no dia 18 daquele mês, mas foi apenas no dia 20 que o suposto amigo da vítima confessou o crime e levou policiais ao pátio da casa onde morava, na Rua Afonso Moacir Ceoli.

Os irmãos teriam ajudado no esquartejamento e na ocultação do cadáver. Alan e Jean foram presos no dia 28 de agosto de 2015.

Na época, os sogros da vítima, de Novo Hamburgo, também foram indiciados por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. No entanto, em fevereiro de 2019, o homem foi absolvido dos crimes. 

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A mulher, no entanto, responderia por ocultação de cadáver, já que, na época, admitiu que levou Vandré para São Joaquim, mas alegou que não sabia do homicídio, nem de partes do corpo na mala. A aposentada tinha parentes na cidade. Posteriormente, foi declarada a extinção da punibilidade em razão de seu falecimento.

Júri

Durante o julgamento, que ocorre no Tribunal do Júri da capital, está prevista a oitiva de seis testemunhas de defesa, seguida dos interrogatórios dos três acusados.

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Contato com Ricardo Jardim na prisão

Enquanto revelava detalhes sobre o caso da mala, crime contra Brasília Costa, 65, – Bia, como era conhecida – a Polícia informou que o principal suspeito de matar e esquartejar a vítima, o publicitário Ricardo Jardim, 66, conviveu com Vandré enquanto cumpria pena por matar e concretar a própria mãe, Vilma Jardim, 76, em 2015. A relação entre os presos também pode ter inspirado, de alguma forma, a brutalidade que ganhou repercussão nacional no último mês.

Checamos a história e confere”, confirmou o diretor do Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa, o delegado Mário Souza na manhã do dia 16 de setembro. “Ele realmente passou um tempo na cadeia com esta pessoa. Acreditamos que foi daí que tirou a ideia.”

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Assim como Cíntia, partes do corpo de Bia foram achados em uma mala, dentro do guarda-volumes da Rodoviária de Porto Alegre. Coincidência ou não, a bagagem foi deixada no local público no dia 20 de agosto, mesmo dia em que Vandré confessou o crime contra Cíntia 10 anos antes.

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No dia 13, uma sacola com partes de braços e pernas foram localizados no bairro Santo Antônio. Depois, entre 6 e 7 de setembro, foram encontradas outras partes de perna e um segmento de perna e pé na orla do Guaíba, na zona sul da capital, todas de Brasília.

Resta, agora, saber onde está o crânio da vítima, assassinada dentro de uma pousada de Porto Alegre entre os dias 8 e 9 de agosto deste ano.

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