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"Vai virar um inferno": Moradores temem retaliações após prisão de casal apontado como mandante de homicídio

Crime teria sido motivado por uma briga entre duas crianças, sendo que uma delas é filha do casal e a outra era filho da vítima, Nilson Ramos da Rosa

Isaías Rheinheimer
Publicado em: 05/03/2026 às 15h:34 Última atualização: 05/03/2026 às 15h:35
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A prisão de um casal apontado como mandante do homicídio de um morador do bairro Roselândia, em Novo Hamburgo, gera apreensão entre moradores. O crime, ocorrido em janeiro, teria sido motivado por uma briga entre duas crianças, sendo que uma delas é filha do casal e a outra era filho da vítima, Nilson Ramos da Rosa, de 50 anos.

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Durante a Operação Cova Rasa, desencadeada nesta quinta-feira (5) pela Delegacia de Homicídios de Novo Hamburgo, moradores acompanharam a movimentação policial no bairro. Em meio à ação, o clima entre parte da população era de preocupação com possíveis represálias.

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Um morador que saía para o trabalho enquanto a operação ainda estava em andamento resumiu o sentimento de insegurança. “Agora isso aqui (bairro) vai virar um inferno”, disse, ao passar pela casa dos mandantes. A preocupação é com histórico criminal deste casal, que é conhecido da polícia e associado a episódios de violência no bairro, o que alimenta o receio de que integrantes ligados a eles possam reagir após as prisões.

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Para garantir tranquilidade à comunidade, a Brigada Militar afirma que já tem um plano para intensificar as ações de segurança no bairro. O capitão Gilson Borges, que comandou cerca de 30 policiais da Brigada Militar no apoio à operação, afirmou que o trabalho conjunto com a Polícia Civil começou ainda no início das investigações.

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“Policiais militares foram os primeiros a encontrar o cadáver. A partir dali, o nosso setor de inteligência passou a trabalhar em cima daqueles dados preliminares. O contato com a Polícia Civil é constante e diário. A nossa equipe de inteligência, trabalhando junto com a Polícia Civil, chegou até esses nomes, dando subsídio para o delegado representar pelas ordens judiciais”, afirma.

Segundo o oficial, a Brigada Militar já prepara uma série de ações para reforçar a presença policial na Roselândia. “A partir de agora nós vamos seguir trabalhando fortemente naquele bairro para manter a ordem pública e garantir a segurança dos moradores. Vamos intensificar operações, utilizar nossas equipes de recobrimento, como a Força Tática e a Rocam. O serviço de inteligência também já está atuando no bairro, trabalhando em cima das informações”, garante.

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O capitão destacou ainda que a colaboração da comunidade é importante para evitar novos crimes e garantir a segurança na região. “Qualquer informação que as pessoas tenham pode ser repassada pelo telefone 190. O sigilo é garantido. Se a pessoa não quiser falar naquele momento, pode deixar um contato que alguém da inteligência vai retornar”, completa.

Prisão de casal mandante de homicídio deixa moradores de bairro com medo de retaliações
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Saiba mais sobre a operação Cova Rasa

A operação que resultou nas prisões do casal mandante e de executores foi coordenada pela Delegacia de Homicídios de Novo Hamburgo, com apoio da Delegacia de Homicídios de São Leopoldo, da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil e da Força Tática da Brigada Militar.

Ao todo, foram expedidos oito mandados de prisão temporária e oito mandados de busca e apreensão. Até o momento, seis pessoas foram presas, entre elas a mulher de 31 anos apontada como mandante do homicídio. O marido dela, que já está preso na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc), também foi alvo de uma nova ordem de prisão temporária. Durante o cumprimento das ordens judiciais, os policiais apreenderam diversos aparelhos celulares, que serão analisados para aprofundar as investigações.

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A investigação aponta que o homicídio foi motivado por uma briga entre dois meninos em uma praça do bairro Roselândia, na tarde de 24 de janeiro. Um dos menores é filho do casal apontado como mandante. O outro era filho de Nilson Ramos da Rosa, de 50 anos, que acabou morto.

Segundo a investigação, após a confusão entre as crianças, Rosa foi até a casa do casal para cobrar explicações. Horas depois, na madrugada de 25 de janeiro, por volta das 3 horas, três criminosos invadiram a casa dele, o retiraram do imóvel à força e o executaram a poucos metros do local.

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Após o assassinato, integrantes do grupo arrastaram o corpo até uma área de mata próxima, onde cavaram uma cova rasa e enterraram a vítima. Essa circunstância é que deu nome à operação policial.

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