A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Contratos de Concessão de Rodovias Estaduais ouviu o diretor-presidente da concessionária Caminhos da Serra Gaúcha (CSG), Ricardo Peres, na Assembleia Legislativa. O objetivo foi compreender a concessão do Bloco 3, composto pelas rodovias RS-122, RS-240, RS-446, RSC-453, RSC-287 e BR-470.
Relator da CPI, o deputado Miguel Rossetto (PT) cobrou a conclusão de mais de 31 quilômetros nas regiões da Serra, Vale do Sinos e Caí. “Passados três anos do início da concessão, nenhum quilômetro foi efetivamente duplicado. Ao mesmo tempo, as tarifas foram reajustadas em cerca de 35% no período, percentual superior à inflação medida pelo IPCA.”

Foto: Romulo Gomes Pereira/Divulgação
Rossetto cita a duplicação da RS-122, em Caxias do Sul, o trecho da RS-453 entre Bento Gonçalves e Farroupilha, a RS-466 em São Vendelino e a RS-240, em Montenegro. “O caso do Bloco 3 deveria servir de alerta para o Estado em relação aos Blocos 1 e 2”, explica o deputado.
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Por outro lado, Peres salienta que as obras na RS-122 serão concluídas em janeiro de 2027, com a RS-453 iniciada ainda em 2026. “O ritmo não é o mesmo ritmo que deveria ter o contrato original. A gente consegue investir R$ 250 milhões em 2026 e R$ 250 milhões em 2027. Deveria ser R$ 500 milhões em cada ano”, esclareceu, afirmando que a empresa está cumprindo o contrato na medida em que aplica recursos do pedágio na concessão.”
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