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NOVO HAMBURGO

Contrariedade aos pedágios forma maioria e novas propostas são apresentadas em audiência pública do Bloco 1

Universidade Feevale recebeu a última audiência pública proposta pelo Estado para discutir concessão de nove rodovias à iniciativa privada

Contrariedade aos pedágios forma maioria e novas propostas são apresentadas em audiência pública do Bloco 1
Publicado em: 25/11/2025 às 18h:19 Última atualização: 25/11/2025 às 18h:19
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Chegou ao fim a série de audiências públicas para debater a concessão do Bloco 1 de rodovias. Foram quatro assembleias, passando por Gramado, Taquara, Gravataí e terminando em Novo Hamburgo, onde o público foi aquém do esperado na tarde desta terça-feira (25).

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Ao contrário de Gramado e Taquara, onde o clima foi hostil, a temperatura estava moderada na Universidade Feevale, a exemplo do que já havia acontecido em Gravataí no turno da manhã. Ainda assim, as críticas aos pedágios previstos no projeto estiveram no centro do debate.

Audiência Pública tratou sobre concessão do Bloco 1 na Feevale | abc+



Audiência Pública tratou sobre concessão do Bloco 1 na Feevale

Foto: Dário Gonçalves/ GES-Especial

José Paulo da Rosa, reitor da Feevale e anfitrião da tarde, afirmou que é preciso cuidado para que a concessão não prejudique a região. “Precisamos ter cuidado com os valores cobrados para que isso não dificulte ainda mais a situação econômica da comunidade.” Rosa salienta que o sistema pode inviabilizar incluse a presença de estudantes de outros municípios na Feevale. “Muitos moram em Sapiranga, Taquara, Igrejinha.”

O prefeito de Novo Hamburgo, Gustavo Finck (PP), também falou sobre os pórticos free flow. “Sou contrário aos pedágios, mas não podemos ter retrocessos. Não penso apenas em Novo Hamburgo, temos que pensar a região como um todo”, completa.

Propostas

O deputado estadual Issur Koch (PP) afirmou que o free flow é mal utilizado no projeto do Bloco 1, já que deveria conceder a justiça tarifária ao usuário. “Sistema free flow nasce para ser justo, mas no Brasil se tornou injusto.”

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Koch diz que os 23 pórticos estabelecem tarifas que oneram o usuário das rodovias, ao contrário do propósito original. “Problema não é o sistema free flow ou o pedágio. A questão é a maneira como está sendo implementado e os valores propostos.”

Um dos exemplos são rodovias com cobranças por quilômetro rodado. Ou seja, que o usuário pague apenas a quilometragem utilizada. “Se um motorista andar 1 km, ele vai pagar apenas o valor referente a esse trajeto.” O deputado aproveitou para entregar ao secretário da Reconstrução, Pedro Capeluppi, um documento protocolado na Casa Civil, com pontos que podem ser melhorados na concessão.

Já o deputado Miguel Rossetto (PT) reiterou parlamentares estão se mobilizando para barrar os projetos de concessão do Bloco 1 e Bloco 2 na Assembleia Legislativa. “o governo deveria apresentar alternativas. Duas, três, quatro mudanças, não um prato feito. Quem vai pagar isso? Nós vamos pagar isso. No ano que vem o governo vai embora e nós seguimos pagando.”

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Quais rodovias fazem parte do Bloco 1

Nove rodovias fazem parte do Bloco 1 de concessões. As estradas estão localizadas nos Vales do Sinos, Paranhana, Gravataí, Região das Hortênsias e Litoral Norte: nove rodovias do bloco (RS-010, RS-020, RS-040, RS-115, RS-118, RS-235, RS-239, RS-466 e RS-474).

No total, são 23 pórticos no sistema free flow, instalados a partir de 2028, segundo ano de concessão.

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O edital será publicado em março de 2026, com leilão previsto para junho do próximo ano. “O objetivo é que o contrato seja assinado até dezembro de 2026, com obras começando já em 2027”, explicou Capeluppi.

Além das audiências públicas, a Serg disponibiliza um período para consulta pública. Interessados em participar podem contribuir acessando o site parcerias.rs.gov.br/rodovia-bloco-1.

Também há opção para encaminhar sugestões pelo e-mail consultarodovias@serg.rs.gov.br. A participação neste formato está disponível até domingo (30).

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