abc+

ENTENDA

El Niño: Cidades da região ampliam ações perante previsão de onda de tempestades e chuvas intensas

Em Sapucaia do Sul, audiência tratará o tema; já em São Leopoldo, Defesa Civil detalha alterações feitas no plano da cidade

Priscila Carvalho
Publicado em: 15/07/2026 às 12h:15 Última atualização: 15/07/2026 às 12h:15
Publicidade

A previsão de que os próximos dias serão de instabilidade no Rio Grande do Sul, com a possibilidade de grandes acumulados de chuva em poucas horas, além de temporais, vendavais e granizo, tem mobilizado as prefeituras da região.

Publicidade

ENTRE NA COMUNIDADE DO JORNAL VS NO WHATSAPP E RECEBA MAIS NOTÍCIAS

Enchentes isolaram cidades ao longo da BR-116 em maio de 2024



Enchentes isolaram cidades ao longo da BR-116 em maio de 2024

Foto: Fernando Gusmão/Arquivo-GES

Em Sapucaia do Sul, por exemplo, a Defesa Civil municipal deve apresentar nesta quarta-feira (15) o Plano de Contingência 2026, em audiência pública na Câmara de Vereadores, a partir das 13 horas. No evento, o Executivo também apresentará as principais medidas e obras planejadas para eventos climáticos.

Em São Leopoldo, a administração municipal atualizou o Plano de Contingência após os últimos eventos de cheias no município. Com a previsão de precipitações na região nos próximos dias, a prefeitura leopoldense postou vídeo em seu perfil oficial no Instagram, destacando o novo plano.

LEIA TAMBÉM: Veja como agir em cada nível de alerta de temporal no RS

Publicidade

Nível do Rio dos Sinos

Na postagem, o diretor da Defesa Civil, Fabiano Camargo, explica que o Plano de Contingência de Proteção e Defesa Civil entra em ação toda vez que há risco de eventos climáticos. “É um documento que organiza o que deve ser feito antes, durante e depois de uma situação de emergência. No plano, estão descritos os principais cenários de risco do município, como enchentes, alagamentos, vendavais, granizos e outros eventos que possam causar danos à população”.

No vídeo, ele destaca um dos cenários de risco na cidade: o nível do Rio dos Sinos. “O nível do rio, com até 3,50 metros, o status é de observação. A partir de 3,50 metros, entramos no nível de atenção, começamos a fazer verificações várias vezes ao longo do dia e a calcular elevação ou declínio do rio. Quando o nível do rio atinge 4,30 metros, existe previsão de chuvas e ele segue em elevação. É dado o primeiro alerta para a Rua das Camélias e Rua da Praia”, detalha.

Quando é acionado alerta?

“No nosso novo Plano de Contingência, estabelecemos um novo nível de alerta: caso o rio atinja 6,50 metros, exista previsão de novas chuvas e ele siga em elevação, aí sim, acionamos alerta para toda cidade”, acrescentou Camargo.

Publicidade

Camargo também destacou que o Plano de Contingência pode ser consultado pelo site da Prefeitura de São Leopoldo. “É importante lembrar que o Plano de Contingência é um documento vivo, isso significa que ele está sempre sendo revisado e atualizado”, disse, lembrando alterações feitas no último ano.

“A partir de 2025, incluímos mais quatro cenários de risco, incluindo os eventos de 2023 e 2024, situações meteorológicas como granizo e vendaval e todos os demais cenários previstos no Código Brasileiro de Desastres. Outra adição ao Plano de Contingência foi o sistema de comando de incidentes, que é a ferramenta padrão para o atendimento de desastres”, concluiu.

Publicidade

MAIS SOBRE O ASSUNTO: Deslizamentos no RS: Sinais de risco, níveis de alerta e o que fazer

Teatro Municipal recebeu Seminário da Defesa Civil

No último sábado (11), a Prefeitura de São Leopoldo apresentou as principais ações desenvolvidas para o enfrentamento dos impactos do fenômeno climático El Niño, em evento no Teatro Municipal.

A explanação fez parte do 2º Seminário da Defesa Civil Municipal, intitulado “Previne São Léo: como a cidade se prepara para o El Niño”.

Publicidade

O prefeito Heliomar Franco destacou que São Leopoldo foi o primeiro município a receber recursos federais e iniciar obras após a enchente de 2024 e pontuou que o Sistema de Proteção Contra a Enchente foi reforçado.

Atualmente, segundo a prefeitura leopoldense, a cidade conta com as cinco casas de bombas em operação, assim como estão instaladas mais cinco bombas anfíbias. Fazem parte das ações a construção do muro de contenção da Casa de Bombas da Vicentina; a instalação fixa da bomba anfíbia na Vicentina; a criação da Bacia de Amortecimento da Vila Brás; desassoreamento dos arroios Cerquinha, João Corrêa, Kruse e Gauchinho; alteamento do dique do Arroio Cerquinha, que deve começar em breve; dragagem do trecho crítico do Rio dos Sinos; além de tornar viável a obra da Casa de Bombas nº 07.

Publicidade

“Além das obras em andamento e dos projetos, a Prefeitura está realizando os serviços, como o São Léo + Limpa e a operação controle de alagamentos, garantindo desobstrução das redes de drenagem e melhor escoamento das águas”, destaca texto da Administração Municipal.

A Defesa Civil também teve o efetivo ampliado e o cadastramento de voluntários, que hoje conta com 536 inscritos.

Publicidade



Meteorologista falou sobre o El Niño

A meteorologista da empresa Catavento, Natalia Pereira, palestrou no seminário e falou sobre o El Niño, seus efeitos que já estão acontecendo e as previsões para 2026/2027, que demonstram um aumento no volume de chuva.

Natalia observou que os números previstos em função do El Niño vêm se confirmando, mas as enchentes de 2024 foram provocadas envolvendo outros fatores que se somaram ao fenômeno. A meteorologista enfatizou a importância do município ter o seu monitoramento, pois, mesmo em uma mesma região, a distribuição das chuvas não é homogênea.

“O fenômeno pode ser regional, mas o desastre acontece localmente. É bom ressaltar que nenhum município está preparado para uma chuva de 200 milímetros em poucas horas, por exemplo. Um volume de água como este alaga até mesmo a floresta Amazônica”, afirmou.

Publicidade