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VILA OLIVA

Mais perto de Gramado: Está prestes a começar a construção de novo aeroporto na Serra gaúcha

Expectativa é que obras iniciem entre julho e agosto; confira

Mônica Pereira
Publicado em: 10/07/2026 às 16h:15 Última atualização: 10/07/2026 às 16h:16
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A construção do tão aguardado Aeroporto Regional da Serra Gaúcha, em Vila Oliva, em Caxias do Sul, deve começar nas próximas semanas. Na sexta-feira, dia 3, o prefeito Adiló Didomenico assinou o contrato com o consórcio vencedor da licitação e que ficará responsável pela execução da primeira etapa das obras.

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Projeto do novo Aeroporto da Serra Gaúcha, em Vila Oliva



Projeto do novo Aeroporto da Serra Gaúcha, em Vila Oliva

Foto: Divulgação

Com um orçamento inicial estimado em R$ 145 milhões e com prazo de 36 meses para a conclusão, a primeira fase engloba o chamado Lado Ar, que consiste na construção da pista para pousos e decolagens – que terá 1.930 metros de comprimento e 45 metros de largura -, pátio de aeronaves, de mais de 31 mil metros quadrados, e estacionamento com capacidade aproximada para 500 veículos.

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O secretário de Planejamento e Parcerias Estratégicas, Antonio Feldmann, destaca que houve um processo de licitação rigoroso. Com oito empresas que se apresentaram para o certame, cinco foram habilitadas para os trâmites finais e análise da documentação pela qualificação técnica.

A licitação ocorreu por técnica e preço. O Consórcio Serra Gaúcha – Vila Oliva, formado por duas empresas de São Paulo e uma de Porto Alegre, venceu o processo com uma pontuação 0,4% maior do que a do segundo colocado.

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Antonio



Antonio

Foto: Prefeitura de Caxias do Sul/Divulgação

“Foi uma concorrência apertada e, por isso, tivemos muitas oportunidades de defesa e recurso, além de que se exigiu muita documentação para que se comprovasse a capacidade de construção de uma obra dessa envergadura”, ressalta o secretário.

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Antonio adianta que reuniões irão ocorrer, nos próximos dias, com o consórcio vencedor para a definição do cronograma de obras e posterior assinatura da ordem de início dos trabalhos. “Esperamos que entre julho e agosto já comecem as primeiras movimentações, com cercamento, início de montagem da infraestrutura e terraplanagem”, frisa.

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A prefeitura também está atuando na contratação das empresas que ficarão responsáveis pela fiscalização das obras e pelas ações ambientais que envolvem a construção do aeroporto.

As rotas viárias até Vila Oliva

Área que vai receber a estrutura do aeroporto



Área que vai receber a estrutura do aeroporto

Foto: Rodrigo Rossi/Divulgação

O secretário de Planejamento de Caxias do Sul afirma que o governo do Estado prometeu se manifestar ainda neste mês sobre os estudos das rotas viárias que serão construídas. O objetivo é garantir conexão e boa trafegabilidade com a Região das Hortênsias e também com a da Uva e Vinho. “Esses acessos serão responsáveis pela viabilidade econômica do empreendimento”, assegura Antonio, acrescentando que já possui perspectivas para que o aeroporto receba, no futuro, cargas.

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“A construção do aeroporto é um marco para toda a região e impulsionará o crescimento e desenvolvimento da Serra gaúcha. Um equipamento dessa magnitude é catalisador de novos investimentos. Vai desenvolver agricultura, turismo, comércio, serviços, negócios. E isso significa mais recursos para que as prefeituras possam atender às exigências do dia a dia em saúde, educação e infraestrutura”, reforça o secretário, acentuando a busca por uma relação harmônica com todos os municípios do entorno que serão beneficiados pelo aeroporto.

Modelagem econômica

A prefeitura já definiu que não fará a operação do aeroporto. Inclusive, no final de junho, transferiu a outorga do Aeroporto Hugo Cantergiani à Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero).

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Assim, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) será contratado para formular a modelagem econômica para a futura concessão do aeroporto em Vila Oliva. Existe a possibilidade dessa outorga ser concedida com a obrigatoriedade de construção do terminal de passageiros, caso não se consiga investimento público.

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Entretanto, Antonio conta que o Executivo está buscando um recurso na ordem de R$ 160 milhões para a conclusão também dessa etapa. “Dessa forma, a concessão da operação seria para a proposta com maior valor de outorga, mas tudo será apontado na modelagem que o BNDES irá nos apresentar”, diz.

Dois aeroportos estratégicos

Com o aeroporto operando, Gramado terá essa conexão aérea a cerca de 30 quilômetros. Do aeroporto de Porto Alegre, por exemplo, a distância é superior aos 100 quilômetros. “O Rio Grande do Sul passará a ter dois aeroportos de interesse estratégico”, projeta Antonio. “No nosso entendimento, não haverá conflito entre eles, irão se complementar”, acentua.

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“Mas precisamos levar em consideração que, infelizmente, o Estado não está livre de ser atingido por novos fenômenos climáticos, que podem criar problemas para a logística e transporte. Um aeroporto na Serra gaúcha também poderá se tornar base para enfrentar situações de emergência e ser rota dos desvios de voos que não conseguem pousar em Porto Alegre por causa da neblina”, cita o secretário.

Inclusive, Antonio comenta que foram realizados estudos sobre a melhor área para a construção do aeroporto na Serra que apontaram Vila Oliva, pelo baixo índice de neblina. Ainda segundo o secretário, o terreno que abrigará o futuro aeroporto não teve intercorrências durante a catástrofe climática de 2024.

Assinado contrato que vai tirar aeroporto na Serra gaúcha do papel
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