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PELO FIM DA VIOLÊNCIA

MULHERES NA ESQUINA: Diálogo e divulgação dos canais de denúncia marcam ato em defesa das mulheres em Igrejinha

Mobilização ocorreu na manhã deste sábado (21)

Juliana Dias Nunes
Publicado em: 21/03/2026 às 15h:33 Última atualização: 21/03/2026 às 15h:33
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O Rio Grande do Sul registrou 23 casos de feminicídio apenas em 2026. Para alertar e conscientizar moradores e visitantes de Igrejinha e reforçar os canais de denúncia em situações de violência contra a mulher, a Associação Beneficente e Cultural Fridas promoveu um ato nas esquinas centrais da cidade do Vale do Paranhana, que contou com a participação de outros grupos de mulheres. Com placas, cartazes e adesivos, elas dialogaram com a comunidade no Centro de Igrejinha na manhã deste sábado (21). 

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Ato em defesa da vida das mulheres em Igrejinha | abc+



Ato em defesa da vida das mulheres em Igrejinha

Foto: Juliana Nunes/GES-Especial

“Ano passado fizemos 20 anos de história e nos tornamos uma associação. Sempre fizemos ações com mulheres no mês de março e este ano pensamos em chamar a atenção do Rio Grande do Sul para os casos de violência. O “Mulheres na Esquina” surgiu para desmistificar estigmas. Muita gente quando ouve a expressão ou vê uma mulher na esquina pensa que “está dando mole” ou remete à prostituição. A esquina é onde as ruas se cruzam, onde as pessoas se encontram. Não podemos nos acostumar com o feminicídio, achar que é normal, é uma pauta de todos”, ressalta a presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, representante do Fridas e professora, Maira Cristina Marques, de 56 anos.

Ato em defesa da vida das mulheres em Igrejinha | abc+



Ato em defesa da vida das mulheres em Igrejinha

Foto: Juliana Nunes/GES-Especial

A Deisi Schoenardie Sone, do Fridas, também é professora e tem trabalhado o tema com as novas gerações. “Dou aula de português em Igrejinha e Três Coroas e reforço isso nas aulas. Muitos alunos chegam com ideias preconceituosas. Já ouvi de um que “se a mulher apanhou, é porque mereceu”. É importante falar com os meninos e quebrar este “padrão” e com as meninas para saberem os seus direitos”, comenta.

O banco vermelho

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Entrega do banco vermelho | abc+



Entrega do banco vermelho

Foto: Juliana Nunes/GES-Especial

Antes das atividades serem levadas para as esquinas, os grupos participaram da entrega do banco vermelho que foi instalado na Praça Dona Luisa. O banco é símbolo de conscientização sobre a violência contra as mulheres e é utilizado em diversas cidades do País

Em Igrejinha, a iniciativa foi proposta pela vereadora Professora Neidi Ione Roos Zeni (Progressistas). No momento a cidade conta com três modelos.

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O banco foi entregue pelo prefeito Leandro Horlle (PP) e o ato contou também com a presença do vice-prefeito, Juliano Müller de Oliveira (PSB), além da secretária de Desenvolvimento Social, Viviane de Mello e vereadoras.

“Todos nós temos que ter um trabalho constante e contínuo na luta contra a violência, especialmente a que atinge as mulheres. Precisamos eliminar questões que tentam justificar ações que não são toleradas. Educação e conscientização fazem com que tenhamos um horizonte de esperança. Isso passa pelo trabalho diário de cada um de nós. É urgente e necessária a conscientização diária para que futuras gerações possam erradicar de uma vez por todas a violência contra mulher e também qualquer tipo de ser humano”, destaca o prefeito.

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Amiga foi vítima

Uma das integrantes do grupo Tulipas, que fez parte da ação na manhã deste sábado (21), vivenciou uma tragédia de perto. A amiga Maria Josiane Barcelos, 43, foi assassinada a facadas pelo ex-companheiro dentro de um salão de beleza em Igrejinha. O crime ocorreu em 2022 e o assassino foi preso.

“A Josi era muito reservada e imagino o quanto ela sofreu calada por medo. Não sabíamos que ele era agressivo, soubemos depois. Precisamos parar de ter vergonha e denunciar. Para a vítima é muito mais difícil sair do ciclo, mas todos temos responsabilidade. Nós mulheres podemos tudo, Deus nos deu o dom da vida. Inclusive somos nós que damos vida aos homens”, lembra a comerciante Rosele Leite, 37.

Adesão dos expositores da praça

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Janice divulga a campanha em seu espaço na praça de Igrejinha | abc+



Janice divulga a campanha em seu espaço na praça de Igrejinha

Foto: Juliana Nunes/GES-Especial

O movimento em defesa pelas mulheres tem a participação também da Associação dos Artesãos e Artistas Plásticos de Igrejinha. Os expositores da Praça Dona Luisa receberam cartazes com os números para denunciar os casos de violência doméstica.

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“É muito importante. Se não fizermos alguma coisa não teremos mais mulheres na sociedade. Todos temos que denunciar. Vou colocar o cartaz também no armazém de produtos coloniais que eu tenho”, relata a comerciante Janice Ritter, 59.

Maira no "Mulheres na esquina" | abc+



Maira no “Mulheres na esquina”

Foto: Juliana Nunes/GES-Especial

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Violência contra a mulher é crime, denuncie

SILÊNCIO APRISIONA. INFORMAÇÃO LIBERTA. DENUNCIE! LIGUE 180

"Silêncio aprisiona. Informação liberta" é a nova campanha do Grupo Sinos | abc+



“Silêncio aprisiona. Informação liberta” é a nova campanha do Grupo Sinos

Foto: Grupo Sinos

 

– Polícia Civil – 197
– Disque-Denúncia – 181
– Brigada Militar – 190

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