Adeus, ano velho. A cidade se enfeita de luzes e cores, as crianças esperam para tirar fotos com o Papai Noel em uma fila de um shopping qualquer. Mas enquanto todos parecem estar tão felizes, a data está te deixando cada vez mais deprimido? Você não é o único e pode estar sofrendo com dezembrite ou Síndrome de Fim de Ano.

Foto: Freepik
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Estar mais deprimido durante a época de fim de ano é algo cada vez mais comum no Brasil, segundo o Núcleo de Psiquiatra do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers). O nível de estresse chega a aumentar, em média, 75% em dezembro, segundo uma pesquisa de 2019, feita pela secção brasileira da International Stress Management Association (Isma-Brasil).
A dezembrite é considerada um padrão de depressão sazonal, que acontece em épocas específicas do ano. Geralmente, em países que possuem menos luz solar durante o outono e o inverno, o que não é o caso do Brasil. Então, por qual motivo os brasileiros também sofrem com a Síndrome de Fim do Ano?
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O que causa a dezembrite
Montar a árvore de Natal, planejar onde passar as festas e de qual confraternização participar. Fazer uma lista de presentes e depois ficar em filas para poder comprá-los. É claro, não podemos esquecer do dinheiro para poder fazer tudo isso. O final de ano realmente é uma época estressante e turbulenta.
Tudo isso junto ao fechamento dos ciclos, quando paramos e pensamos no saldo de todo o ano, pode causar a Síndrome de Fim de Ano, segundo o psiquiatra e diretor do Instituto Psiquiatria Paulista Henrique Bottura.
Os principais sintomas da dezembrite
- tristeza e desânimo constante;
- falta de apetite;
- irritabilidade;
- mudanças de humor;
- alterações no ciclo do sono;
- desinteresse por atividades;
- falta de energia;
- dificuldade em socializar e de concentração.
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Natal e Ano Novo não são amigos do coração
Inclusive, os feriados de Natal e Ano Novo são um fator de risco para a morte por ataques cardíacos e também por outras causas, conforme a Associação Americana do Coração (AHA), com base em estudos dos Estados Unidos e do Reino Unido.
Um estudo, publicado na revista científica da AHA, foi ainda mais específico: a última semana de dezembro é a época em que há o maior número de mortes por ataques cardíacos do que qualquer outra do ano.
A associação explica que as mortes podem aumentar por uma combinação de fatores. A época, que cai justamente no inverno nos EUA, é quando há um maior consumo de comida e bebidas alcoólicas, além de muitos ignorarem possíveis sinais de que a saúde não está boa por conta das festas. E além de tudo isso, está o grande aumento no nível de estresse por conta das festividades.
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5 dicas para evitar a dezembrite
Embora os tratamentos para a dezembrite sejam diferentes para cada pessoa, há algumas dicas do Simers de como evitar que a síndrome chegue.
1. Movimente o corpo, quebre a rotina
Uma forma de espantar o estresse e o desânimo é movimentar o corpo. Do pilates ou até dar caminhadas, o importante é fazer algo que se sinta confortável.
2. Cuide de si
É importante cuidar de si e daquilo que traz um maior bem estar, principalmente nesta época do ano. Isso inclui fazer coisas que ajudem tanto a saúde do corpo quanto da mente.
3. Fique próximo de quem ama
Esqueça a festa com todos os parentes ou aquela confraternização que você não quer participar. Foque naqueles que ama e que te amam. O convívio é fundamental para a felicidade.
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4. Não se cobre tanto
Voltou para ver a lista do que gostaria que tivesse acontecido durante o ano e notou que faltou algo? Não se cobre tanto! É algo normal e está tudo bem.
5. Foque no que você pode fazer
Se não quer abrir mão da lista de objetivos para o próximo ano, foque em coisas que realmente possam ser cumpridas. Lembre-se: não existe fórmula mágica e, para muitos objetivos, o processo pode ser maior do que um ano.
Busque ajuda
Se os sentimentos forem demais para lidar sozinho, não pense duas vezes e busque ajuda especializada.
Onde procurar ajuda?
O Centro de Valorização da Vida (CVV) realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, e-mail e chat 24 horas por dia.
O CVV tem cerca de 3 mil voluntários e atende aproximadamente 8 mil ligações por dia.
Telefone do CVV: 188
*As informações veiculadas nesta matéria são apenas para fins de educação. Em caso de sintomas, ou de dúvidas, um profissional de saúde deve ser consultado.
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