Enfrentar o trânsito em Canoas nunca foi tarefa fácil. Neste ano, porém, tem sido ainda mais complicado. Com três obras simultâneas na BR-116, os motoristas precisam muito mais do que paciência para dirigir. Encontrar caminhos alternativos é uma necessidade para fugir dos engarrafamentos, especialmente entre os quilômetros 261 e 285 da rodovia federal.

Foto: Paulo Pires/GES
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Desde abril, as obras de alargamento do Viaduto da Inconfidência deixam o trânsito da cidade mais difícil de encarar. Com frequência acontecem bloqueios ou estreitamento de pista para os trabalhos do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit). Em outubro, mais duas construção de grande porte se iniciaram na cidade – o alargamento do viaduto da Boqueirão e a trincheira que vai conectar as ruas Domingos Martins e Sezefredo Azambuja Vieira.
A pedido da reportagem do Diário de Canoas, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana de Canoas mapeou as alternativas para quem precisa sair de Canoas rumo a Porto Alegre, evitando o trânsito caótico da 116 em obras.
Quem mora na região oeste (bairros Mathias Velho, São Luís, Mato Grande e Harmonia)
A orientação é usar a Avenida Guilherme Schell e a BR-448.

Foto: Paulo Pires/GES
Quem mora na região leste (bairros São José, Igara e Guajuviras)
Sugestão é fazer o retorno da BR-386 para acessar a Guilherme Schell ou BR-448.

Foto: Paulo Pires/GES
Quem mora na região leste, setor sudoeste (bairros Niterói e Nossa Senhora das Graças)
O ideal é seguir pela Rua Venâncio Aires, acessar a Guilherme Schell ou a BR-448.

Foto: Paulo Pires/GES
Mudanças nas paradas evitaram mais problemas
O secretário municipal de Mobilidade Urbana, Thiago Moysés, afirma que as obras na BR-116 ainda não impactaram muito o trânsito de Canoas. Ele acredita que alguns motoristas já estão usando caminhos diferentes, mas aposta nas mudanças nas paradas e nos itinerários dos ônibus no Centro de Canoas como as principais medidas para evitar problemas maiores.
As obras na Avenida Inconfidência impactaram alguns itinerários da região leste. Na Boqueirão, houve atrasos de até 10 minutos. “Com a implementação do passe livre, tivemos um aumento de mais de 50% nos passageiros que usam o transporte coletivo em Canoas”. Segundo Moysés, atualmente o serviço tem 1,5 milhão de usuários mensais.
Segundo Moysés, essas mudanças, mais a proibição do estacionamento de motoristas de aplicativos na Victor Barreto, e a fiscalização em frente ao Colégio La Salle, impactaram positivamente no trânsito do Centro, mesmo com as obras na rodovia. “Estamos conscientes das obras e dos transtornos. Somos atentos às questões técnicas no trânsito e no transporte para melhorar a mobilidade em Canoas.”
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Mudanças
Uma possibilidade de mudança à frente é a alteração do sentido da Rua Muck, caso a Rua Domingos Martins fique em obras durante muito tempo.
Desvio no terreno da antiga Metrovel
A abertura de um novo acesso entre as avenidas Inconfidência e Getúlio Vargas, às margens da BR-116, melhorou a trafegabilidade no trecho, na avaliação de Moysés. O desvio passa pelo terreno do antigo prédio da Metrovel, que segue desocupado. A pista pode ser acessada por quem busca a Getúlio Vargas em direção à Guilherme Schell.
Pavimentação da Guilherme Schell
Como a Avenida Guilherme Schell está absorvendo boa parte do trânsito que desvia da BR-116 para fugir os congestionamentos, há tratativas para que o Dnit faça o recapeamento da via, como forma de compensação. Segundo o secretário de Mobilidade, o departamento sinalizou a possibilidade de tocar a obra.
As obras
O alargamento do viaduto da Avenida Boqueirão integram o lote 1 de melhorias na BR-116, executadas pelo Dnit. As intervenções no viaduto da Metrovel e no túnel da Domingos Martins fazem parte do mesmo pacote. Todas elas são executadas pelo consórcio BR-116 Norte, formado pelas empresas Mac Engenharia, EPC, WVG e Iguatemi.
Viaduto da Metrovel
Iniciada em abril deste ano, a obra de alargamento do viaduto da Metrovel, no km 265 da BR-116, em Canoas, possui previsão de conclusão para abril de 2026. O projeto foi orçado em R$ 24 milhões, com recursos liberados pelo governo federal.
Viaduto da Boqueirão
De acordo com o edital, a obra foi divida em etapas. A 1ª fase contempla o desvio de tráfego, que corresponde à adequação das pistas de tráfego existentes para permitir o alargamento das extremidades dos viadutos existentes, implantação da sinalização de obras, colocação dos tapumes.
Já a próxima etapa (2ª fase), corresponde a execução das fundações e dos muros de arrimo, com cravação das estacas metálicas sob os novos blocos do viaduto, execução das fundações dos muros de arrimo, escavação para implantação dos blocos, execução dos blocos.

Foto: Paulo Pires/GES
Trincheira da Domingos Martins
Segundo o Dnit, o projeto segue os mesmos parâmetros e fases da passagem inferior do bairro Primavera, em Novo Hamburgo. O tempo estimado de duração é de 12 meses.
Ao todo, são nove fases que vão desde o desvio do tráfego até obras complementares na região. Os primeiros trabalhos consistem na instalação de estacas para sustentar a estrutura. Em seguida, serão instaladas as lajes pré-fabricadas. Com a pista refeita para a passagem de veículos, é feita a escavação para a abertura do túnel.