O Rio Grande do Sul pode enfrentar seu período mais crítico de chuva excessiva entre a metade de agosto e o final de novembro, durante a atuação do El Niño que começa a se instalar no Oceano Pacífico nas próximas semanas. Segundo análise da MetSul Meteorologia, este será o momento de maior risco para episódios de chuva extrema, cheias de rios, enchentes e deslizamentos no Estado.

Foto: Dário Gonçalves/GES-Especial/Arquivo
A meteorologista Estael Sias alerta que o segundo semestre de 2026 exige atenção especial dos gaúchos. De acordo com ela, algumas cidades podem registrar até 500 milímetros ou mais de chuva em apenas um mês, especialmente na metade oeste do Rio Grande do Sul.
“Será neste período que o Rio Grande do Sul deve ser mais afetado por chuva excessiva e mesmo extrema neste ano devido ao El Niño”, afirma.
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Risco de tempestades severas e inundações
Além da chuva intensa, a previsão inclui tempestades severas com granizo, rajadas de vento destrutivas e inundações. A possibilidade de cheias de rios significativas também preocupa os meteorologistas, especialmente no período de maior influência do fenômeno.
Embora o intervalo mais crítico esteja concentrado entre o fim do inverno e a primavera, os efeitos do El Niño já começam a aparecer no Sul do Brasil. O aquecimento das águas superficiais do Pacífico Equatorial deve alterar o regime de chuvas nas próximas semanas.
Primeiros impactos atingem outros estados do Sul e Sudeste
Nos próximos 45 dias, as áreas mais impactadas por chuva acima da média tendem a ser Paraná e Santa Catarina. No Rio Grande do Sul, o risco inicial é maior na metade norte do Estado, enquanto o foco principal dos gaúchos permanece entre agosto e novembro.
Segundo projeções do modelo do Centro Meteorológico Europeu, algumas áreas do Paraná podem acumular entre 100 e 200 milímetros de chuva nos próximos 15 dias, com volumes pontualmente superiores a 250 milímetros. A tendência é de manutenção das precipitações acima da média histórica entre o final de junho e parte de julho em áreas do Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e São Paulo.
A recomendação é acompanhar as atualizações meteorológicas e manter atenção redobrada para riscos de desastres associados às chuvas intensas.