abc+

SAPUCAIA DO SUL

Justiça determina suspensão imediata da licença para corte de árvores no Horto Florestal

Multa diária deve ser aplicada em caso de descumprimento; na decisão, também consta que a Fepam deve se abster de emitir nova autorização

Publicado em: 16/06/2026 às 16h:52
Publicidade

A Vara Regional de Meio Ambiente do Tribunal de Justiça deferiu tutela de urgência na Ação Civil Pública ajuizada pelo município de Sapucaia do Sul, determinando a suspensão imediata da licença para manejo de vegetação nativa emitida pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) para uma área de 17 hectares localizada no Horto Florestal.

Publicidade

Corte de árvores no Horto Florestal



Corte de árvores no Horto Florestal

Foto: Eduardo Zanotti/Especial

CLIQUE AQUI PARA FAZER PARTE DA COMUNIDADE DE SÃO LEOPOLDO NO WHATSAPP

Multa diária pode ser aplicada

Na decisão judicial, a juíza Patrícia Antunes Laydner determinou um embargo imediato de qualquer atividade de supressão vegetal no local, incluindo corte de árvores, limpeza da área, remoção de vegetação, transporte de material lenhoso e demais intervenções relacionadas ao manejo autorizado pela licença ambiental. Além disso, a Fepam deve se abster de emitir nova autorização de supressão vegetal ou ato administrativo equivalente para a mesma área, sem prévia comunicação e autorização.

A juíza também determinou uma multa diária de R$ 10 mil reais em caso de descumprimento, limitada inicialmente a R$ 500 mil, sem prejuízo de posterior majoração, adoção de medidas coercitivas adicionais e apuração de responsabilidade civil, administrativa e penal.

Ação Civil Pública

No dia 3 de junho, a Prefeitura de Sapucaia do Sul se reuniu com representantes do movimento “Salve o Horto”. No encontro, a gestão anunciou que ingressaria com uma Ação Civil Pública contra o Estado do Rio Grande do Sul e a Fepam, com pedido liminar para suspensão imediata dos trabalhos realizados na área do Horto Florestal.

Publicidade

LEIA MAIS: Audiência pública em São Leopoldo reforça posicionamento contra a privatização do Semae 

Na ação, o município apontou a existência de controvérsias sobre a titularidade da área, além de questionamentos relacionados aos aspectos ambientais envolvidos no processo de licenciamento. O Ministério Público também se manifestou nos autos, destacando a relevância ambiental da área e sua inserção no contexto Horto Florestal.

“O mais importante é garantir a preservação da área”

Ao analisar o caso, a juíza destacou a existência de dúvidas relevantes quanto à propriedade da área, à possível incidência de Área de Preservação Permanente (APP) e ao risco de danos ambientais de difícil ou impossível reversão caso a supressão vegetal tivesse continuidade.

Publicidade

A medida possui caráter provisório e cautelar, não representando julgamento definitivo sobre a validade da licença ambiental ou sobre a titularidade da área. O processo segue em tramitação no Poder Judiciário.

Para o prefeito de Sapucaia do Sul, Nestor Bernardes, a decisão garante a preservação da área enquanto as questões ambientais e fundiárias são devidamente esclarecidas. “Recebemos a decisão com respeito e responsabilidade. O mais importante neste momento é garantir a preservação da área até aguardarmos o mérito definitivo. Seguiremos acompanhando o processo e defendendo o interesse público e a proteção do patrimônio ambiental.”

Publicidade

Em nota a Fepam afirmou que está ciente da ação e que irá cumprir a decisão judicial.

Publicidade