A nova projeção divulgada nesta quinta-feira (14) pela NOAA, a agência de clima dos Estados Unidos, elevou para quase 100% a probabilidade de um episódio de El Niño até o fim de 2026. Segundo a MetSul Meteorologia, o fenômeno deve ganhar força já nos próximos meses e pode ter impacto significativo no clima do Sul do Brasil.
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Foto: Nasa/MetSul/Reprodução
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Conforme o boletim mensal do Centro de Previsão Climática (CPC) da NOAA, a chance de El Niño tem subido de forma rápida ao longo desse trimestre — maio, junho e julho —, ultrapassando 80%. A probabilidade ainda vai seguir aumentando durante o inverno e a primavera do Hemisfério Sul.
A tendência é de que o fenômeno atinja intensidade forte a muito forte no segundo semestre, com probabilidade perto de 98% entre agosto e dezembro. A meteorologista Estael Sias ressalta que esse cenário praticamente elimina a possibilidade de neutralidade climática ou retorno da La Niña nesse período.
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Ainda, ela ressalta que os dados recentes da temperatura da superfície do mar no Pacífico Equatorial mostram aquecimento acelerado nas últimas semanas. “Além disso, há grande quantidade de água muito quente abaixo da superfície do oceano, condição considerada favorável para fortalecimento adicional do fenômeno”, afirma.
Impactos do El Niño no Brasil
Historicamente, episódios de El Niño aumentam o risco de chuva acima da média no Rio Grande do Sul e nos demais estados do Sul do Brasil. O fenômeno também costuma favorecer temporais, enchentes e cheias de rios. O mesmo cenário é esperado para a Argentina e o Uruguai.
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Já em áreas do Norte e Nordeste do País, o fenômeno tende a provocar redução das precipitações e aumento do risco de queimadas no Sul da Amazônia. No Centro, a tendência é de ondas de calor.
Os impactos podem começar ainda neste outono e no inverno, mas devem ganhar força principalmente na primavera e no começo do verão. A tendência reforça um segundo semestre de 2026 sob forte influência do Oceano Pacífico, especialmente no Sul brasileiro.