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EM BUSCA DOS KIKITOS

Produções audiovisuais gaúchas ganham destaque no Festival de Cinema de Gramado

Além das obras, artistas do Rio Grande do Sul serão homenageados durante o evento; saiba os detalhes

Mônica Pereira
Publicado em: 26/07/2025 às 12h:13 Última atualização: 26/07/2025 às 12h:42
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As produções audiovisuais gaúchas e os artistas do Rio Grande do Sul terão destaque, durante a 53ª edição do Festival de Cinema de Gramado. As homenagens e prêmios ocorrerão ao longo do evento, que será entre os dias 13 e 23 de agosto deste ano.

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"Bicho Monstro", "Passaporte Memória", "Quando a Gente Menina Cresce", "Rua do Pescador Nº 6", e "Uma em Mil" são os filmes selecionados para Mostra Sedac Iecine de Longas Gaúchos do 53º Festival de Cinema



“Bicho Monstro”, “Passaporte Memória”, “Quando a Gente Menina Cresce”, “Rua do Pescador Nº 6”, e “Uma em Mil” são os filmes selecionados para Mostra Sedac Iecine de Longas Gaúchos do 53º Festival de Cinema

Foto: Divulgação

Em parceria com a Secretaria da Cultura do Estado, por meio do Instituto Estadual de Cinema, será realizada a Mostra Sedac Iecine de Longas Gaúchos. Serão cinco títulos que disputarão o Kikito, assim como premiações em dinheiro: “Bicho Monstro”, de Germano de Oliveira; “Passaporte Memória”, de Decio Antunes; “Quando a Gente Menina Cresce”, de Neli Mombelli; “Rua do Pescador Nº 6”, de Bárbara Paz; e “Uma em Mil”, de Jonatas e Tiago Rubert.

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A mostra será apresentada entre os dias 18 e 22, sempre às 14 horas, no Palácio dos Festivais. Já os vencedores serão conhecidos na sexta-feira, dia 22 de agosto. O programador Leonardo Bomfim, a jornalista Mônica Kanitz e a cineasta Sabrina Fidalgo foram os responsáveis pela escolha dos títulos que compõem a mostra.

Premiações

Reforçando esse reconhecimento ao cinema do Estado, houve o anúncio dos vencedores do Troféu Leonardo Machado e dos prêmios Iecine. O troféu Leonardo Machado vai para Araci Esteves, e os Prêmios Iecine, para o filme “Um é Pouco, Dois é Bom”, para Victor Di Marco e Márcio Picoli, e para Gustavo Spolidoro – nas categorias Destaque, Inovação e Legado, respectivamente.

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“Celebrar nossos talentos é fortalecer o audiovisual do Rio Grande do Sul e toda a sua cadeia produtiva”, destaca a diretora do Iecine, Sofia Ferreira. “É muito satisfatório poder, a cada ano, reunir uma comissão que conhece e acompanha o andamento das mais diversas frentes do nosso setor audiovisual. Com base nesse levantamento, determinamos as homenagens”, complementa.

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Araci Esteves



Araci Esteves

Foto: Petci Pedron/Divulgação

A atriz Araci Esteves tem um longo trabalho no teatro e está em obras cinematográficas fundamentais do cinema gaúcho. Como protagonista de “Anahy de las Misiones” (1997), de Sérgio Silva, tornou-se um ícone cinematográfico do Estado, no papel de mãe corajosa e mulher aguerrida.

Graças à restauração do filme “Um é Pouco, Dois é Bom” (1970), é possível ver novamente Araci na produção dirigida e estrelada por Odilon Lopez (1941-2002). O longa-metragem recebe o prêmio Iecine Destaque. A obra atemporal destaca-se pela qualidade artística considerada singular e pioneira para o cinema negro brasileiro.

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Márcio Picoli e Victor Di Marco



Márcio Picoli e Victor Di Marco

Foto: Isidoro B. Guggiana/Divulgação

Já o prêmio Iecine Inovação vai para Victor Di Marco e Márcio Picoli, por inovarem a linguagem audiovisual com um olhar considerado original e sensível sobre o universo PCD e pela tradução cinematográfica do sentido da palavra acessibilidade.

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Por fim, Gustavo Spolidoro recebe o prêmio Iecine Legado. O realizador foi escolhido por sua capacidade múltipla de atuação. Em seu trabalho pioneiro na criação cinematográfica, destaca-se pela difusão das possibilidades de experimentação da linguagem do cinema e pela contínua formação de novas gerações de cineastas.

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Gustavo Spolidoro



Gustavo Spolidoro

Foto: Thiago Gruner/Divulgação

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A comissão de seleção foi formada pela jornalista Adriana Androvandi e pelos cineastas Alexandre Mattos Meireles e Davi de Oliveira Pinheiro.

Obras em busca dos Kikitos

Primeiro longa-metragem dirigido por Germano de Oliveira, “Bicho Monstro” mostra um vilarejo rural em que a pequena Ana se impressiona com uma peça sobre o misterioso Thiltapes. Ao mesmo tempo, o filme também volta no tempo, quando um botanista alemão ouve uma história sobre esse mesmo animal. Enquanto lidam com dilemas distintos, ambos perseguem a mesma criatura.

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Já “Passaporte Memória” acompanha um emigrante brasileiro que vive em Paris e, após a morte da mãe, retorna à sua cidade natal e se confronta com lembranças da infância durante a ditadura militar no Brasil, repensando sua própria história. Também se trata de uma estreia na direção em longas, no caso, de Decio Antunes, diretor artístico da JogoDeCena Companhia Teatral.

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Da cidade de Santa Maria vem “Quando a Gente Menina Cresce”, da documentarista, montadora e produtora cultural Neli Mombelli. No filme, um grupo de meninas vive a transição da infância para adolescência em uma escola pública na periferia do município. Elas têm entre 9 e 12 anos e, ao longo do ano letivo, sentem mudanças no corpo, medos, desejos e vivem a expectativa da chegada da primeira menstruação.

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Radiografando acontecimentos recentes do Rio Grande do Sul, “Rua do Pescador Nº 6”, da atriz, diretora e produtora Bárbara Paz, traz para a tela as memórias de vidas marcadas pelas enchentes no Estado. Após a baixa das águas, a equipe do longa saiu em busca de histórias, memórias “após o fim”, encontrando, na Rua dos Pescadores nº 6, uma comunidade ribeirinha profundamente afetada.

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Representando Canoas, “Uma em Mil” é dirigido por dois irmãos: Jonatas e Tiago Rubert, e o mais jovem tem Síndrome de Down, tema que o documentário explora a partir da ideia de que “uma em mil” são as chances de uma pessoa nascer a síndrome. Juntos, os dois tentam entender por que um deles nunca trocou uma lâmpada na vida e acabam descobrindo o que a invenção do rádio tem a ver com a invenção da escada. “Isso mesmo, este não é um filme normal”, avisam os realizadores.

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