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EMPREENDEDORISMO

Catador é profissão: Como as cooperativas de reciclagem se organizam como negócios em Canoas

Mais de 15 milhões de toneladas de resíduos deixaram de ir para o aterro sanitário desde 2010, mas trabalho ainda precisa de mais reconhecimento e infraestrutura

Publicado em: 05/06/2026 às 09h:00
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Faz tempo que a coleta seletiva de resíduos recicláveis em Canoas deixou de ser no improviso ou apenas um trabalho passageiro. As oito cooperativas que atuam na cidade buscam cada vez mais por estruturação e desenvolvimento, tornando-se um modelo de negócio. E um negócio sustentável já que o trabalho feito transforma a vida e o meio ambiente.

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Cooperativas de Canoas estão cada vez mais organizadas como negócios | abc+



Cooperativas de Canoas estão cada vez mais organizadas como negócios

Foto: Paulo Pires/GES

Mas para chegar até aqui, os catadores precisaram se organizar entre si. Foram anos de caminhada para sair de garagens e carrinhos e chegar até galpões, equipamentos e veículos. Depois, foi preciso convencer o poder público a firmar a parceria para fazer a coleta seletiva de resíduos recicláveis.

Os papéis, papelões, plásticos, metais, vidros, latas de alumínio e pedações de isopor são recolhidos pelos caminhões da Prefeitura e das cooperativas. Os materiais são tratados por cooperados que usam uniforme, possuem equipamentos básicos de segurança e têm horário de trabalho definido.

Ao todo, são oito cooperativas que atuam em Canoas e estão espalhadas por vários bairro. São elas: Cooarlas (Guajuviras), Renascer (Guajuviras), Coopertec (Niterói), Coopersol (Niterói), Coopermag (Mato Grande), Coopcamate (Mathias Velho), CMGC (Harmonia) e Mãos Dadas (Fátima).

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Todas ainda seguem na luta por melhorias nas estruturas, remuneração mais digna e reconhecimento do trabalho pela comunidade e poder público. Mas já entenderam que são modelos de negócios e do que precisam para avançar. (Confira o vídeo no final da matéria).

Da garagem ao galpão

O número do CNPJ veio em 2010, mas a história da Cooperativa de Trabalho Amigas e Amigos Solidários (Cooarlas) começou muito antes, em 1999. Na época, um projeto social quis dar uma ocupação aos adolescentes do Guajuviras e ensinou como era feita a coleta e a separação dos materiais.

A iniciativa chegou ao fim, mas as mulheres do bairro decidiram seguir com o trabalho. As catadoras passavam com os seus carrinhos, fazendo a coleta nas casas do bairro, como conta a coordenadora financeira da Cooarlas, Ana Cláudia Silveira Rosa.

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“Elas faziam essa coleta e levavam para garagem de uma delas de nove m², uma garagem pequena e faziam ali a triagem e comercializavam esse resíduo para ser renda. A maioria era mãe solo. Então começou a dar certo, e elas procuraram se organizar.”

Ana Cláudia Silveira é coordenadora financeira da Cooarlas | abc+



Ana Cláudia Silveira é coordenadora financeira da Cooarlas

Foto: Paulo Pires/GES

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Assim, começou a Associação de Reciclagem de Lixo Amigas Solidárias, a Arlas. “Formada a associação, as mulheres foram atrás de uma sede. Fizeram uma mobilização bem grande e, através do Orçamento Participativo do Estado, conseguiram garantir a construção da primeira sede do galpão que foi inaugurado em 2002”, relembra Ana Cláudia.

Outro exemplo é a Cooperativa Renascer, também no Guajuviras, que começou suas atividades dentro do aterro sanitário entre as décadas de 70 e 80. Quem relembra essa história é a professora Maria do Lourdes Borges, da Unilasalle, que organizou um livro com as memórias dessas trabalhadoras.

“A Cooperativa Renascer nasceu dentro do lixão. Quando eu conheci lá em 2012, elas catavam com chorume até o joelho. Ai que foi cedido um espaço para fosse feito um galpão simples de madeira. Já foi muito importante porque elas deixaram de comer ao redor dos ratos”, comenta.

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A história da Cooarlas e da Renascer são parecidas com a das outras cooperativas que atuam na cidade. São trabalhadoras – maioria é de mulheres – que começaram com pouco e que sempre tiveram que correr atrás para estruturar o seu próprio serviço.

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Contrato com o município é uma vitória

Entre 2009 e 2010, foi a vez das cooperativas se organizarem entre si para dar um passo a frente – todos juntos. Naquele período, uma empresa era responsável por coletar tanto o lixo comum, quanto o reciclável. Os materiais eram entregues nos galpões, mas elas queriam ir além.

“A gente não tinha aquele contato com a comunidade, de explicar por que tem que entregar pro caminhão do reciclável e não pro comum. Não tinha aquela preocupação de trazer o volume de resíduo porque teria gente aqui triando. A empresa era contratada para passar nos bairros e fazer a coleta.”

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Foi nesse período que a Arlas se tornou Cooarlas e junto com outras cooperativas, entregou uma carta de intenção aos candidatos à Prefeitura de Canoas na época. O momento era favorável já que estava em discussão a Política Nacional dos Resíduos Sólidos (PNRS), no Congresso Nacional, sancionada em agosto de 2010.

Galpão da Cooarlas atua no Guajuviras há mais de 20 anos | abc+



Galpão da Cooarlas atua no Guajuviras há mais de 20 anos

Foto: Paulo Pires/GES

A legislação definiu regras para a coleta seletiva e manejo dos materiais. Entre elas, a determinação de implementação do serviço com participação de cooperativas ou outras formas de associação de catadores de materiais recicláveis, conforme Art. 18º, primeiro parágrafo, inciso II.

“Chamaram as lideranças para conversar e foi uma tratativa de nove meses para se construir essa relação e a gente passar a ser contratado para fazer a coleta. Claro que a lei, a PNRS, também é muito importante para toda a nossa categoria e auxiliou que a gente conseguisse buscar essa vitória”, destaca a coordenadora financeira.

Os contratos vieram a partir da Lei Municipal nº 5.485/2010 que instituiu o serviço público de coleta seletiva dos resíduos recicláveis. A primeira a assinar foi a própria Cooarlas ainda em 2010. Nos anos seguintes, as demais começaram a assinar e renovar seus contratos de serviço. A mais recente é a Coopersol que firmou parceria em 2023.

“Para que esses coletivos de catadores pudessem ter contrato formalizado com a Prefeitura. Então, nós ajudamos muitos deles e não ocorreram todos ao mesmo tempo. Nós ajudamos vários a se formalizar em termos de junta comercial, estatuto e regras”, comenta a professora da Unilasalle.

O momento foi muito marcante para a Ana Cláudia que está na Cooarlas há 18 anos. “Eu lembro do primeiro caminho que foi fazer a coleta com os cooperados sendo coletores. Veio lotado de material e eu lembro da alegria que foi, do quanto de material, porque realmente foi bem impactante. Não era o volume que a gente estava acostumada a receber”, recorda.

Hoje, a Cooarlas passa pelo próprio Guajuviras, Estância Velha, Olaria. Cada cooperativa possui sua rota de coleta e quais bairros atende na cidade em cada dia da semana – de segunda-feira a sábado. O cronograma pode ser conferido no site da Prefeitura de Canoas.

Impacto em números

E o volume mostra o impacto desse trabalho. Ao longo de 15 anos de contrato com a Administração municipal, foram recolhidas 15.473.934 toneladas de resíduos. Esses materiais deixaram de ir para o aterro sanitário e ganharam uma nova destinação.



“Cada material que a gente tira, volta pro ciclo. Ele não precisa ir pro transbordo, não precisa ser levado até o aterro e ser enterrado. Então isso é uma economia pro município”, explica a cooperada Ana Cláudia.

Os dados foram contabilizados pela Apoena Ambiental e divulgados no ano passado durante a 4ª edição do Seminário Canoas Recicla com a Gente. O relatório também traz a quantidade de material coletada e o impacto no meio ambiente.

Tipos de materiais recolhidos

  • Papel e papelão: + 8.245.867 kg
  • Plásticos: + 3.271.977 kg
  • Vidro: + 3.120.499 kg
  • Metais: + 796.079,503 kg
  • Plástico: + 3.271.977 kg
  • Óleo de cozinha: + 25.515 L

Preservação dos recursos e combate à crise climática

  • Energia: foram economizados 39 bilhões de kWh, equivalente a mais de 1 milhão de anos de consumo de uma TV LED ligada;
  • Água: economia de 15 bilhões de litros, equivalente a mais de 30 bilhões de garrafinhas de 500 ml;
  • Vegetação: 164.917 árvores deixaram de ser cortadas
  • Petróleo: economia de 41,5 mil barris;
  • Gases de efeito estufa: 3,7 milhões de toneladas de CO2 deixaram de ser emitidos na atmosfera, equivalente a 157 anos de um carro ligado em marcha lenta;
  • Espaço em aterro: 5,3 milhões de m² deixaram de ser ocupados nos aterros, equivalente a 5,6 bilhões de rolos de papel higiênico.

Mas para ter esse impacto no meio ambiente é preciso ter a ajuda da comunidade. O contato com os moradores – que motivou o movimento para fazer a coleta seletiva – virou uma nova frente de trabalho dos recicladores. Hoje, a atuação é também como educadores ambientais dentro dos bairros, das escolas e empresas.

“As cooperativas perceberam que não adiantava elas estarem bem gerenciadas internamente se não receberam resíduos. Elas viram a necessidade de fazer trabalhos de educação ambiental, de ir para a sociedade para então motivar as pessoas a efetivamente fazer a separação seus resíduos nas casas”, observa a professora.

Isso se tornou um “objetivo duplo”, como define Maria de Lourdes. “Não é só a melhoria da rede, mas também trazem a função social. Traz todos esses aspectos, mas também se preocupam com as pessoas.”

Parcerias chegam para somar

Se os catadores precisaram se unir entre si e formar as cooperativas, outros parceiros também precisaram se somar à causa para amplificar esse trabalho. Afinal, ninguém se desenvolve e cresce sozinho.

A Unilasalle começou a trabalhar com os catadores ainda em 2003, quando as cooperativas nem haviam se estruturado na cidade. Anos depois, foi criado o núcleo Tecnosocial, voltado para atender as questões da comunidade.

Recentemente, a universidade também se tornou parte do projeto Conexões Sustentáveis, desenvolvido pelo Instituto Caminhos Sustentáveis (ICS), que tem sede em Brasília. Desde 2025, a iniciativa vêm atuando com as cooperativas de Canoas e Esteio com apoio da Petrobras.

Junto com a divulgação da importância da reciclagem, o projeto também tem um lado estruturante com a entrega de equipamentos, veículos e galpões para as cooperativas. Um espaço adequado de trabalho impacta no bem-estar dos trabalhadores e na qualidade do serviço.

Isso porque algumas das cooperativas da cidade foram atingidas por eventos climáticos extremos. A Cooperativa de Trabalho de Coleta Seletiva e Reciclagem União Faz a Força (Coopermag), no Mato Grande, alugava um galpão que acabou inundado na enchente de 2024.

Já a Cooperativa Mato Grande Canoense (CMGC), no mesmo bairro, teve o galpão próprio atingido por um ciclone bomba ainda em 2023. Os cooperados precisaram se alocar em um espaço alugado. O endereço anterior segue fechado.

Cooperativa Mato Grande Canoense atua no Mato Grande e recolhe materiais de três bairros diferentes na cidade | abc+



Cooperativa Mato Grande Canoense atua no Mato Grande e recolhe materiais de três bairros diferentes na cidade

Foto: Paulo Pires/GES

E não precisa ser chuva volumosa para interferir no trabalho da Cooperativa Renascer, no Guajuviras. O espaço não tinha cobertura – isso significa que os cooperados pegavam chuva, sol e vento o ano inteiro. O que também pode prejudicar a qualidade do material.

De acordo com uma pesquisa do Sebrae, a falta de infraestrutura torna esses pequenos negócios suscetíveis às mudanças climáticas. As consequências vão desde perda financeira até as doenças físicas e mentais.

Mesmo quem tem um galpão com condições também sofre com o aluguel ou cedência do terreno. Para solucionar essas questões, o ICS levou a demanda até a Prefeitura de Canoas e conseguiu articular a aprovação de uma lei que cede áreas públicas às cooperativas por 20 anos.

O período costuma ser exigido em diversos editais que fomentam o cooperativismo e a reciclagem. A matéria foi aprovada em janeiro deste ano. Com isso, cinco das oito cooperativas canoenses terão intervenções nos seus galpões – construção e reforma. A obra na Cooperativa Renascer, por exemplo, já está avançada.

Do galpão à sala de aula

A proposta do Conexões Sustentáveis não fica somente na estrutura. O projeto ainda busca dar qualificação às catadoras e catadores de materiais recicláveis, como destaca a gerente executiva do ICS, Ravana Marques.

“Desde o início, quando a gente estava construindo o projeto, pensamos sobre a necessidade de não ter só investimento em infraestrutura. É extremamente importante ter a capacitação para que eles saibam aproveitar da melhor forma possível esses investimentos que tanto esses quanto outros projetos”, destaca.

Na sala de aula, os estudantes enxergam as cooperativas cada vez mais como um negócio a ser administrado – cujo retorno é dividido entre eles. Cerca de 300 catadores, entre cooperados e individuais, estão participando das aulas do projeto.

Catadores participaram da roda de conversa na Unilasalle com o secretário nacional de Economia Popular e Solidária, Fernando Zamban | abc+



Catadores participaram da roda de conversa na Unilasalle com o secretário nacional de Economia Popular e Solidária, Fernando Zamban

Foto: Nicole Goulart/Especial

Para a Ana Cláudia Silveira, da Cooarlas, ações como essa fazem toda a diferença. “É uma maneira da gente conseguir um crescimento. A gente consegue comprar um equipamento, fazer capacitações por meio de desses editais. Com o Conexões, a cooperativa ganhou um caminhão, uma esteira, uma prensa, duas mesas de triagem”, relata.

Todos os 23 cooperados da Cooarlas, por exemplo, estão participando da capacitação que é feita com os professores da Unilasalle, como a Maria de Lourdes Borges. Cada um recebe uma bolsa para participar – já um dia de estudo significa um dia fora da cooperativa.

“As formações são muito importantes pro conhecimento de cada um. Com certeza é um ganho que ninguém tira da gente. Isso também vai pro trabalho coletivo, pra gente melhorar cada vez mais o nosso trabalho aqui dentro”, destaca Ana Cláudia.

A importância é também destaca pela professora Maria de Lourdes. “Às vezes, a pessoa é cooperada e não sabe os direitos, o que envolve. E quem não é cooperado também. Muitos estão querendo abrir as cooperativas porque aprenderam o caminho.”

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Mercado precisa mudar

As cooperativas não trabalham com lucro, mas sim com sobras que são divididas entre os cooperados. Já uma empresa possui um dono que entra com capital e contrata funcionários, visando o lucro. Essa é a diferenciação feita pela professora da Unilasalle.

“Só que as cooperativas trabalham sobre o princípio da economia solidária. Elas têm que vender os seus resíduos num mercado capitalista. Ela vai vender isso para um mercado que é para uma empresa tradicional. Tem que haver essa linguagem, essa comunicação”, analisa.

É nesse cenário que as cooperativas entendem suas dificuldades e demandas. Uma delas é a remuneração de quem está na mesa de triagem, separando cada um dos objetos. Ou seja, quem dá início a toda cadeia de trabalho.

Segundo a cooperada Ana Cláudia, coordenadora financeira da Cooarlas, a remuneração desses trabalhadores ficou de fora do contrato com a Prefeitura de Canoas. “Dentro desse contrato tem funções, como os coletores, motoristas e gestores. Tem uma rubrica com o valor de cada função.”

“Já o pessoal da triagem recebe toda a renda referente ao material que é vendido. Então, é vendido todo material, é feito o cálculo de quantos dias e daí cada um recebe conforme os dias trabalhados. O que melhoraria bastante para nós seria conseguir que o serviço de triagem seja remunerado, assim como de coleta”, esclarece.

Uma das que estão na mesa é a Edna Gonçalves, 31, que trabalha na Cooarlas há dois anos. “A gente vai separando tudo quanto é material. Acho que é um trabalho importante que a gente faz aqui, principalmente para o meio ambiente”, afirma.

Edna Gonçalves trabalha na mesa de triagem da Cooarlas há dois anos | abc+



Edna Gonçalves trabalha na mesa de triagem da Cooarlas há dois anos

Foto: Paulo Pires/GES

O serviço também é importante para a própria Edna. “A cooperativa me facilita bastante no sentido de eu ser mãe solo. Eu tenho três filhos, ai eu consigo auxiliar o trabalho com as crianças. Eu consigo levar e buscar na escola”, comenta.

Uma remuneração para a Edna e todos os outros cooperados que estão na mesa de triagem passa por uma mudança no mercado. O entendimento é do secretário nacional de Economia Popular e Solidária, Fernando Zamban.

“É preciso que a gente ainda consiga democratizar o mercado, que é o principal problema enfrentado hoje. A parte que tem mais trabalho, que coleta os recicláveis na porta da nossa casa, é a parte que fica com a fatia menor da distribuição desse mercado. E não pode ser assim, eles é que tem que ter a maior fatia desse bolo da reciclagem”, explica.

O fim da bitributação deve ajudar nesse avanço, segundo o secretário. “A cooperativa, ao vender o seu produto, pagava PIS e Confins e depois tinha que pagar de novo. Então, não tem mais a bitributação. O Estado começa a construir políticas públicas e marcos regulatórios que criar um arcabouço institucional. No médio prazo isso criará melhores oportunidades para as organizações de catadores”, avalia.

Junto com essa mudança, Zamban acredita que é preciso haver investimentos que melhorem a estrutura de trabalho das cooperativas de reciclagem. “Elas têm capacidade instalada. Com aperfeiçoamento, isso e melhora a vida. Precisa oferecer a elas a oportunidade de mercado que hoje é hegemonicamente preso na mão de poucas organizações no Brasil”, completa.

Confira o vídeo 

Catador é profissão: Como as cooperativas de reciclagem se organizam como negócios em Canoas
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