A Associação Saúde em Movimento (ASM) apresentou um plano de pagamento dos salários atrasados de médicos que atendem no Hospital Universitário (HU) de Canoas. A proposta é quitar os vencimentos dos últimos cinco meses até abril. O pagamento é direcionado aos profissionais vinculados a empresa que prestava serviço no hospital.
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Foto: Paulo Pires/GES
O ofício, assinado na última segunda-feira (23) pela gestora do HU, compromete-se a quitar os serviços de outubro de 2025 a fevereiro de 2026 de médicos até então da Medintegra. A empresa fazia a gestão das escalas médicas no hospital até o dia 1º de fevereiro.
O número de profissionais a receber os valores não foi divulgado, mas são profissionais lotados em diferentes setores, como a internação pediátrica, UTI pediátrica, enfermaria pediátrica, Pré-Natal de Alto Risco (Pnar), sala de parto, alojamento conjunto, retaguarda adulto, UTI adulto e clínica médica.
O documento foi recebido pelo Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers). Em publicação nas redes nesta quarta-feira (25), o presidente Marcelo Matias afirma que o compromisso é uma “potencial vitória”.
“Certamente não é o suficiente, porque o pagamento completo não acontece e porque vários médicos que trabalham para outras empresas ainda não receberam. Mas é uma luz no fundo do túnel”, ressalta.
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Cronograma
Débitos de outubro, novembro e dezembro de 2025
- 23/02/2026 – pagamento linear aos médicos com pendências referentemente ao período acima no valor de R$ 10.000,00 – via pix
- 10/03/2026 – pagamento dos débitos remanescentes do período acima referido – via pix
Débitos de janeiro de 2026
- 10/03/2026 – pagamento da competência, condicionado à entrega da produtividade/registros de frequência ao setor administrativo da ASM
Débitos de fevereiro de 2026
- 10/04/2026 – pagamento da competência, condicionado à entrega da produtividade/registros de frequência ao setor administrativo da ASM
O que diz a ASM
Após divulgação da informação pelo Simers, a reportagem entrou em contato com a Associação Saúde em Movimento. No entanto, até o fechamento da matéria não houve resposta. O espaço segue aberto para manifestação.
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Momento delicado
De acordo com o ofício, a Medintegra era responsável pela gestão das escalas médicas no HU até o início de fevereiro. E foi justamente as escalas dos profissionais que provocou um embate entre a ASM, a Prefeitura de Canoas e o Conselho Regional de Medicina no RS (Cremers) na semana passada.
Segundo o conselho, não havia médicos o suficiente atendendo na UTI Neonatal, centro obstétrico, sala de parto, alojamento conjunto e internação pediátrica. A situação levou uma interdição parcial ética na sexta-feira (20). Mas a decisão foi suspensa no sábado (21) pela Justiça de Canoas por 30 dias.
“A ASM manteve com a empresa anterior a responsabilidade pela gestão até o dia 1º de fevereiro, Gradativamente, estamos substituindo por outros contratos para dar governabilidade”, afirmou a superintendente corporativa da associação, Tatiani Pacheco.
Mesmo com a suspensão da interdição ética parcial, o Cremers segue com as vistorias das escalas nos setores. Segundo conselho, as ações continuam para embasar uma futura decisão referente ao HU.
“O Conselho espera, para o bem de toda a rede de saúde do estado, que os problemas sistêmicos diagnosticados no HU sejam prontamente resolvidos para que a interdição possa ser revertida o mais breve possível”, afirma em nota.
SILÊNCIO APRISIONA. INFORMAÇÃO LIBERTA. DENUNCIE! LIGUE 180.
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