Ganhou repercussão nacional o caso de desentendimento entre médico e guarda municipal registrado na última quinta-feira (26) na UPA Centro de Novo Hamburgo. O profissional de plantão foi imobilizado e algemado por três guardas sob alegação de desacato à autoridade. A Guarda Municipal de Novo Hamburgo e a Polícia Civil investigam o caso.

Foto: Reprodução
Além do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) e do Conselho Regional de Medicina do RS (Cremers), neste fim de semana o Conselho Federal de Medicina (CFM) soltou nota sobre o assunto. O texto diz que “a cena grotesca de um médico sendo agredido por agentes de estado (Guarda Municipal de Novo Hamburgo), que o deveria proteger, é inadmissível”.
O texto diz ainda que “houve agressão, violação de direitos e instalação de um ambiente de medo, condição absolutamente incompatível com o exercício da medicina”. O CFM conclama a sociedade para “reverter essa aberração”. Na avaliação do Conselho Federal de Medicina, o caso de Novo Hamburgo “evidencia cenário que fragiliza em absoluto a assistência: ambiente de trabalho inseguro, ausência de suporte adequado e exposição de profissionais a situações de risco físico e psicológico”.
A resolução 2.444/2025 do CFM determina que “as unidades de saúde devem garantir segurança presencial e contínua, não limitada à proteção patrimonial” e que “devem existir protocolos de resposta imediata a situações de violência, com acionamento das autoridades para proteger médicos e não agredi-los”.
O CFM diz ainda no texto que “a segurança do médico é condição indispensável para a segurança do paciente” e que “não há assistência de qualidade onde há medo, desorganização e ausência de estrutura”. O órgão exige apuração rigorosa dos acontecimentos, responsabilização dos envolvidos e adoção de medidas estruturais e operacionais “que garantam a segurança das equipes de saúde”.
LEIA TAMBÉM