Um empreendedor da região viu uma grande oportunidade em um produto que é muito utilizado pelos apaixonados por churrasco. O carvão com acendedor acoplado passou de um pequeno negócio para uma ideia milionária.

Foto: Juliana Nunes/GES-Especial
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A fábrica fica em Pareci Novo, no Vale do Caí. Chamado de Brazah, o produto foi destaque na edição de 2024 do programa Shark Tank Brasil. Naquele mesmo ano, a empresa havia perdido todo o estoque e maquinário na enchente. Com apoio dos tubarões e maior visibilidade, a marca passou de um faturamento de cerca de R$ 60 mil para R$ 1,2 milhão em 2025.
“Na enchente nós paramos a operação por quase 4 meses. E quando voltamos, muitos clientes ainda não tinham conseguido retornar. Afetou toda a cadeia. Com o Shark Tank ganhamos muita credibilidade. Viemos em um crescimento e este ano vamos bater a meta que é R$ 2 milhões. Isso a partir do licenciamento para venda em outros estados. Já temos distribuidores e estamos expandindo. A ideia é ter outras fábricas, inicialmente no Rio de Janeiro, São Paulo e Mato Grosso. Nosso objetivo é ser a primeira marca de carvão presente em todos os estados do Brasil”, afirma o criador do produto e fundador da empresa, Willian Biolo.
Como surgiu a ideia
Biolo vem de uma família do ramo gastronômico. Além da vivência na área da culinária, ele percebeu que, em alguns casos, o momento do acendimento na hora do churrasco se tornava um caso de saúde.
“Aos 14 anos me inscrevi como bombeiro mirim em São Sebastião do Caí. Sempre pensei muito na questão da segurança. Temos muitos acidentes assim, não só no Rio Grande do Sul, mas no Brasil e no mundo. Foi tudo um complemento para chegar ao produto que temos hoje. Depois da segurança, veio a questão da praticidade. Com esta ideia o assador não perde tempo e evita até aquela “pressão” em cima dele”, comenta.
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Como funciona

Foto: Juliana Nunes/GES-Especial
É preciso rasgar o produto, no local indicado, na frente e no verso. Basta usar fósforo ou isqueiro no acendedor. Sem necessidade de uso de álcool ou outros elementos.
A embalagem não pode ficar deitada, deve ser colocada em pé na churrasqueira. Segundo Biolo, o material não passa cheiro e nem gosto para a carne.
“O churrasco vai ficar do jeito que a pessoa gosta. A base da cola vem do aipim, é vegetal. A linha é de algodão. O acendedor é todo de parafina, tudo vira brasa”, explica o empresário.